<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168</id><updated>2012-01-24T16:22:32.462-02:00</updated><category term='conto'/><category term='justiça'/><category term='manifesto'/><category term='sonho'/><category term='progesso'/><category term='TV digital'/><category term='marxista'/><category term='interação'/><category term='criança sonho infância poesia tempo'/><category term='moleque'/><category term='história'/><category term='modernidade'/><category term='bingo'/><category term='comunista'/><category term='tecnologia'/><category term='comunismo'/><category term='estória'/><category term='frango'/><category term='verso'/><category term='marx'/><category term='prosa'/><category term='parábola'/><category term='paz'/><title type='text'>Castelo Hanssen</title><subtitle type='html'>Jornalista, poeta e "escrivinhador"</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>41</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-3566081740723804113</id><published>2012-01-24T16:18:00.003-02:00</published><updated>2012-01-24T16:20:46.149-02:00</updated><title type='text'>Deficientes, negros, todo mundo, uni-vos</title><content type='html'>Permitam que eu me apresente. Sou um mamífero da espécie homo sapiens, macho (mas não machista ou machão), quase setuagenário, paulistano, paulista, brasileiro, eurodescedente. Sou jornalista, aposentado por invalidês, mas ainda sirvo para alguma coisa. Por exemplo, escrever com meu computador falante, munido com o programa Dos Vox, elaborado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou DV e BV, ou deficiente visual com baixíssima visão. Mas podem me chamar de cego, ceguinho ou cegueta, não tenho medo de palavras. Ou melhor, não tenho preconceito contra palavras. Ando com uma bengala branca que me serve de olhos e de documento de cego. Não tenho qualquer religião, não acredito em duendes, mas conto sempre com uma legião de anjos-da-guarda, todos com braços e pernas, sem asas. Alguns são profissionais, treinados, do Metrô ou da CPTM. Outros são amadores, amigos do peito ou bons samaritanos que encontro casualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns não sabem como conduzir um cego, mas a todos agradeço pela boa vontade. Só quem se torna deficiente descobre como realmente o brasileiro sabe ser humano e solidário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou em busca de uma frase para iniciar bem minha jornada na Folha Metropolitana, no mês de dezembro e no espírito natalino, que deve contagiar a todos, mesmo os não cristãos, desde que não sejam chatos. Ia quase escrevendo que queria entrar com o pé direito, mas isso poderia ser considerado como preconceito contra o pé esquerdo. Não quero ser politicamente correto por que não gosto de pensar politicamente, e já não sei mais (justamente por causa dos políticos) o sentido da palavra ‘correto’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitos dias e muitas campanhas contra tudo que se considera discriminação. Há muita gente que se sente discriminada, e acredito que essas coisas é que se tornam discriminatórias. É o Dia da Consciência Negra, da Mulher, do Deficiente, da Criança e do Adolescente, contra a agressão à mulher, contra a homofobia, e uma série interminável de reticências e etcéteras. Tudo isso poderia ser transformado em Dia da Consciência Humana, contra toda espécie de discriminação e de violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa data poderia ser comemorada de 1 de janeiro a 31 de dezembro. O único problema é que não haveria feriado para comemorá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, achei a frase: “Seres humanos de todos os sexos, nacionalidades, etnias, crenças (e descrenças), partidos, ideologias, torcidas, doenças, taras e manias, uni-vos (respeitando as diferenças e sem perder as características individuais e grupais). Nada tendes a perder se não os vossos preconceitos, complexos e neuras”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Folha Metropolitana em 03/12/2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-3566081740723804113?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/3566081740723804113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=3566081740723804113' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/3566081740723804113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/3566081740723804113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2012/01/deficientes-negros-todo-mundo-uni-vos.html' title='Deficientes, negros, todo mundo, uni-vos'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-6548544909716358719</id><published>2012-01-24T15:39:00.001-02:00</published><updated>2012-01-24T16:21:40.506-02:00</updated><title type='text'>Mão direita de Deus e esquerda de Lula</title><content type='html'>O Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão foi um dos pioneiros da Aviação. Brasileiro, nascido em Santos, viveu em Portugal, onde era protegido do rei. Lá começou a tentar inventar a Passarola, uma engenhoca com formato de um grande pássaro, com um mecanismo que fazia agitar as grandes asas e alçar vôo. A coisa chegou a sair do chão, pilotada pelo padre, mas acabou se chocando com uma montanha, quase matando o pobre inventor. Desacreditado, amaldiçoado, ele foi para a Espanha, onde morreu solitário em um hospital de Toledo. E virou personagem do escritor português José Saramago, no romance ‘Memorial do Convento’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei até onde vai a realidade histórica e onde começa a fantasia do irreverente e ateu escritor. No romance, o padre brasileiro tinha idéias extravagantes que escandalizavam os católicos, como se não bastasse a mania de inventar uma máquina voadora. Uma delas é que Deus é maneta. Se os justos, que amam Deus acima de tudo vão ao Céu, à sua mão direita, se os outros vão para o Inferno, ninguém fica à sua esquerda. Conclue-se que o Todo Poderoso não tem a mão esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outrora a esquerda representava tudo que há de ruim. O diabo era canhoto e as crianças que tinham mais destreza com a mão esquerda eram obrigadas a ser reeducadas. As mães amarravam a sua mão esquerda para que os coitados perdessem essa peculiaridade. Mas hoje as coisas mudaram e a esquerda está na moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, após os anos de chumbo, não existe direita. O espectro político-ideológico vai do centro à esquerda, em várias nuances. Mas os que pretendem ser os donos da História taxam de direitistas todos os que discordam deles. E essa taxação equivale a xingar a progenitora deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Getúlio Vargas começou namorando o Nazismo, acabou virando americanista de carteirinha e acabou namorando os comunistas, com apoio de Luiz Carlos Prestes. Na época de sua ditadura Plínio Salgado fundou o Integralismo, versão tupiniquim do Nazismo. Recentemente o histriônico Eneas fez discursos nitidamente direitistas, mas seu partido, o Prona fornecia legenda a quem comprasse seu livro, sem compromisso ideológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o espectro político está embaralhado. Maluf, Collor e Delfim Neto, que eram satanizados, foram entronizados no Paraíso, à mão esquerda de Lula. Quem encarna o Satã de Direita é o PSDB. Na última campanha eleitoral andaram espalhando que Serra, se eleito, acabaria com a Bolsa Família, o Salário Mínimo, as férias e o descanso remunerado aos domingos e feriados. Se possível revogaria a Lei Áurea. Muita gente que não gosta do PT votou em Dilma no segundo turno, para exorcizá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, hoje Deus está à esquerda e o Diabo à direita. Será que tucano come criancinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Folha Metropolitana em 21/10/2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-6548544909716358719?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/6548544909716358719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=6548544909716358719' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/6548544909716358719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/6548544909716358719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2012/01/mao-direita-de-deus-e-esquerda-de-lula.html' title='Mão direita de Deus e esquerda de Lula'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-6441490495925243912</id><published>2012-01-24T15:28:00.003-02:00</published><updated>2012-01-24T16:22:01.616-02:00</updated><title type='text'>Escândalos acima de qualquer ideologia</title><content type='html'>Ganhei de uma amiga uma coleção de CDs da revista Veja, gravados pela Fundação Dorina Nowil, com uso exclusivo para deficientes visuais. São de 2006 a 2009. É interessante rever notícias passadas, e ainda há muitos artigos interessantes e reportagens instrutivas, que não perdem a atualidade. Sem contar com o sempre irônico e filosófico Millôr Fernandes. Numa delas ele traz uma fictícia MP do Governo: “Ficam proibidos novos escândalos até o fim do ano. A agenda está lotada.” É de 2009, mas atualíssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente critica a Veja por suas constantes críticas ao PT. Como se nunca antes um órgão de imprensa se especializasse em criticar quem está no governo. E se não houvesse outros órgãos que vivem a louvar o PT e desancar a oposição, taxando-a de direitista, inimiga dos trabalhadores. A revista defende o capitalismo, e é coerente, pois pertence a um grande grupo econômico. Se o melhor do capitalismo é ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;capitalista, como dizia há tempos a propaganda de um banco, o melhor do comunismo é ser sindicalista ou membro do comitê central do único partido permitido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escândalo da temporada envolve o Ministério dos Esportes e seu programa ‘Terceiro Tempo’, que visa a oferecer prática esportiva a crianças. Esse ministério pertence ao PCdoB, e seu ex-comandante (que saiu do governo na última quinta-feira), Orlando Silva. Ele não é o ‘cantor das multidões’, mas já atuou em Guarulhos, de forma que não posso deixar de mencionar o fato. Faço- com tristeza, pois embora não acredite mais na utopia comunista, respeito os que ainda acreditam. Conheço e privo da amizade de muitos deles e boto a mão no fogo por suas boas intenções. Mas a honestidade, bem como a desonestidade não é monopólio de qualquer partido, ideologia ou religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único argumento dos que são acusados de corrupção é alegar que seus adversários também o são. Isso só demonstra que a safadeza está generalizada. Essa constatação vem ao encontro das palavras da sábia tia Zulmira, personagem de Sergio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, da ‘Última Hora’ dos anos 70: «Restaure-se a honestidade ou locupletemo-nos todos.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa época só os políticos aliados do governo militar eram corruptos. Os outros, que faziam oposição ainda não tinham aprendido o ofício. Mas a corrupção é coisa antiga, embora hoje esteja mais democratizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz uma crônica, que quando D. Pedro II seguia para o exílio, após a proclamação da República, um ex-ministro que o acompanhava reclamava. O ex-imperador voltava para a terra dos seus pais, que ainda lá reinavam, e ele, ex-ministro nada tinha. Ao que D. Pedro respondeu: «Azar seu. Por que não roubou, como os outros?».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Folha Metropolitana em 28/10/2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-6441490495925243912?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/6441490495925243912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=6441490495925243912' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/6441490495925243912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/6441490495925243912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2012/01/escandalos-acima-de-qualquer-ideologia.html' title='Escândalos acima de qualquer ideologia'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-4207568484534667081</id><published>2012-01-24T14:46:00.000-02:00</published><updated>2012-01-24T14:46:15.647-02:00</updated><title type='text'>Curtindo o mutante idioma brasileiro</title><content type='html'>&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Eu e meu jovem amigo Wender Cardoso, o ‘Mãozinha’, resolvemos uma vez fazer um poema a quatro mãos. Seria um diálogo entre um velho e um jovem, e pretendíamos apresentá-lo teatralmente em um sarau, desses que realizávamos sempre na Biblioteca Monteiro Lobato e outros locais. Eu fazia o velho e ele o jovem, em uma discussão. Improvisávamos os versos enquanto caminhávamos pelas ruas de Bonsucesso, Ponte Alta e adjacências, e ele ia anotando-os em um caderno. Ele teve que ir embora para Minas, e não sei se levou o caderno ou se o perdeu. A obra não foi concluída, e creio que a literatura universal nada perdeu com isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;O ‘Mãozinha’, como a maioria dos brasileiros, mesmo os escolarizados, não era muito bom em gramática, principalmente em tempo de verbos e concordância, e misturava a segunda com a terceira pessoa, entre o «tu» e o «você». Eu tentava corrigir, vertendo tudo para o «você» ou «o senhor», mas acabei concluindo que não dava certo. As coisas ficavam sem graça, forçadas, e resolvi deixar como estava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Concluí que as regras gramaticais não são dogmas religiosos, e às vezes o errado fica mais bonito e verdadeiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Devemos reconhecer que temos o nosso próprio idioma, muito parecido com o Português, mas não idêntico. Talvez, pelo menos, um dialeto. Podíamos falar em dialetos regionais, mas os brasileiros de todas as regiões e os estrangeiros estão tão misturados que hoje nós, paulistas, falamos um pouco do italiano e um pouco do nordestino. Esse dialeto, nascido da palavra falada, não tem regras, o que o torna mais variado,rico e bonito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Encontrei-me um dia destes com uma velha senhora portuguesa que pediu-me uma informação. Não entendi uma palavra do que ela disse. Nem tanto pelos termos usados, mas principalmente pelo sotaque e pela rapidez com que ela falava. Não sei se ela chegou recentemente da ‘santa terrinha’ ou se vive reclusa com a família e não tem prática em falar o ‘brasileiro’. Senti muito, mas devo ter parecido mal educado e não pude dar a informação pedida. Conheço outros lusitanos que falam mais pausadamente e consigo entender o que falam, embora em sua linguagem, por sinal belíssima. Conheço também alguns angolanos, e parece-me que eles falam exatamente como os portugueses. Será que só o brasileiro inventou seu próprio dialeto?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Acontece que a ‘língua brasileira’ é mutante. Palavras e expressões surgem e desaparecem.&amp;nbsp; Algumas expressões, como&amp;nbsp; ‘à beça’ e ‘caramba’, que são do tempo do Império ainda fazem parte do vocabulário familiar, outras palavras da gíria desapareceram e não deixaram sinal.&amp;nbsp; Uma vez, conversando com alguns jovens eu usei a expressão ‘pra frentex’, que na minha adolescência (parece que foi ontem) significava ‘para frente’, ‘vanguarda’, e eles pensaram que eu estava falando algum idioma estrangeiro. A nossa língua é realmente ‘uma pândega’.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Publicado na Folha Metropolitana em 11/11/2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-4207568484534667081?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/4207568484534667081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=4207568484534667081' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/4207568484534667081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/4207568484534667081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2012/01/curtindo-o-mutante-idioma-brasileiro.html' title='Curtindo o mutante idioma brasileiro'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-765014926346869666</id><published>2012-01-24T14:21:00.003-02:00</published><updated>2012-01-24T14:42:40.283-02:00</updated><title type='text'>Xingar a escuridão não faz nascer a luz</title><content type='html'>&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Nós brasileiros podemos nos consolar com os espanhóis. Eles também votaram inconscientemente, movidos pela ira contra a crise que assola o país, reflexo da crise mundial. É claro que não me atrevo a dar palpite sobre qual seria o melhor candidato, mas eles não votaram na direita por julgarem que Rajoy era melhor do que Rubalcaba, mas apenas para demonstrar sua ira contra o atual primeiro-ministro, o socialista Zapatero, que tomou medidas de corte de gastos para debelar a crise.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Acontece que o candidato de direita anunciou, de maneira honesta, que se eleito reduziria os gastos. Votaram de pura e inconsequente ira, como quem tropeça numa pedra e xinga a mãe dela. Se a crise não for debelada, nas próximas eleições votarão novamente no Partido Socialista, para vingar-se de Rajoy. Resta saber que gastos serão cortados. Não sei se na Espanha, como aqui, há orgia de gastos em cargos e benesses para beneficiar os apaniguados do governo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Nós aqui também costumamos votar apenas para demonstrar nossa raiva contra os eternos desmandos dos governantes, independente de partidos. Votamos em Tiririca, Clodovil, Enéas e outros tipos folclóricos, como a dizer que todos são a mesma porcaria. Acontece que esses tipos em quem descarregamos nosso protesto são candidatos de fato, se elegem e tomam posse, tornando ainda menos sério o já desmoralizado Legislativo. No passado, antes da urna eletrônica tínhamos que escrever o nome e o número do candidato. A coisa tinha mais graça, pois votava-se no macaco Tião, no rinoceronte Cacareco, no bode Cheiroso. Esses ‘candidatos’ não tomavam posse, o voto era anulado. Podíamos também escrever na cédula palavras de ordem ou piada. Afinal, se nenhum dos candidatos nos agrada nada mais legítimo do que anular nosso voto. Embora existam candidatos sérios&amp;nbsp; em todos os partidos e votar neles seria a melhor forma de aprimorar a nossa salada política. Nas eleições majoritárias também costumamos votar no candidato ‘menos pior’ para derrotar o ‘mais pior’.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;No Egito algumas mulheres protestaram saindo nuas na rua. Dependendo de suas idades e formas físicas, é uma boa ideia. Melhor do que queimar pneus, depredar veículos e edíficios públicos ou privados, ou votar em Tiriricas. Eu não canso de repetir que política não é coisa séria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Talvez eu seja o analfabeto político de que Brecht falou. Mas a coisa está tão bagunçada que acredito que aqui e agora essa pecha caiba mais nos líderes partidários sem ideologia e nos candidatos que nos pedem voto, sem saber o que fazer com o mandato que lhes outorgarmos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Publicado na Folha Metropolitana em 02/12/2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-765014926346869666?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/765014926346869666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=765014926346869666' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/765014926346869666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/765014926346869666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2012/01/xingar-escuridao-nao-faz-nascer-luz.html' title='Xingar a escuridão não faz nascer a luz'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-8260139498048223144</id><published>2012-01-24T14:20:00.000-02:00</published><updated>2012-01-24T14:20:16.328-02:00</updated><title type='text'>O gravador cassete e a religiosidade</title><content type='html'>&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Há cerca de um mês minha amiga Guilhermina ligou-me avisando que Valdir Del Chiaro oferecêra-me o gravador cassete que fora de seu tio, o saudoso líder espírita Amílcar Del Chiaro, autor de livros e artigos sobre a doutrina, e de textos radiofônicos para a rádio Boa Nova. Ele é uma das pessoas que mais admirei na vida. Homem doente teve uma vida sofrida, mas era extremamente alegre e otimista, dono de uma generosidade à toda prova. A doutrina espírita, para ele, não era apenas tema de seus escritos, mas refletia-se em seu modo de viver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br style="clear: both !important;" /&gt;Sou uma espécie de ‘herói da resistência’ do cassete, aparelho tão prático e necessário, infelizmente&amp;nbsp; fora de linha. Já escrevi algo a respeito. Já tinha um, mas não poderia recusar a oferta, principalmente por ter sido de tão admirável personagem. Seria como uma relíquia, uma lembrança. Marcamos que no sábado seguinte iríamos ao centro espírita Herculano Pires, onde seu Amílcar militava e seu sobrinho milita. Cerca de uma hora depois do telefonema de Guilhermina meu gravador quebrou. Seria uma simples coincidência?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br style="clear: both !important;" /&gt;No sábado marcado uma forte gripe me derrubou. Era um dia horrível, frio e chuvoso dessa hibernal primavera, e eu não pude ir. No sábado seguinte a Academia Guarulhense de Letras realizou o Banquete Literário, e também não pude comparecer. Neste último sábado, 3/12, Dia Internacional da Pessoa Deficiente, o Conselho Municipal das Pessoas Deficientes realizou um programa cultural, mas ele terminou cedo, e deu para comparecer ao centro. Por mais uma dessas coincidências, o palestrante do dia era Valdir Del Chiaro, e o tema era justamente a vida de seu ilustre tio, que desencarnou no dia 29 de novembro de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br style="clear: both !important;" /&gt;Não sou espírita, não tenho religião, nem filosofia ou ideologia. Tenho muitas dúvidas sobre as verdades absolutas e o ponto de interrogação parece-me tão útil como a minha bengala branca de cego. Mas gosto das palestras espíritas, que falam de humanismo, solidariedade, caridade, lições que Jesus nos deixou, e que outras religiões pouco falam. Esses atributos, no meu entender, são deveres básicos dos seres humanos, independente de terem ou não uma religião, acreditarem ou não em um deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br style="clear: both !important;" /&gt;Num momento de dificuldade na minha vida, quando a doença me obrigou a ficar preso em casa, com risco de depressão, Guilhermina levou-me ao Herculano Pires, e nem ela nem o saudoso Amílcar podem saber quanto isso me fez bem e ajudou na minha recuperação. Por isso, apesar da minha descrença nas religiões e nas imagens sagradas, o gravador que ganhei, além de sua utilidade prática, vale-me como um amuleto contra a descrença na humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Publicado na Folha Metropolitana em 09/12/2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-8260139498048223144?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/8260139498048223144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=8260139498048223144' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/8260139498048223144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/8260139498048223144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2012/01/o-gravador-cassete-e-religiosidade.html' title='O gravador cassete e a religiosidade'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-8346860345362812545</id><published>2012-01-24T14:08:00.000-02:00</published><updated>2012-01-24T14:08:28.248-02:00</updated><title type='text'>Nem Freud nem os técnicos explicam</title><content type='html'>&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Depois de muito sofrimento e muito xingatório acostumei-me e adaptei-me ao novo sistema de transporte coletivo de Guarulhos. Eu e, certamente toda a população, ou a maioria. A gente se adapta a tudo, basta sair de casa mais cedo e tomar duas conduções, em casos em que antes se tomava apenas uma. De vez em quando ainda deparo com surpresas que me deixam intrigado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br style="clear: both !important;" /&gt;Na segunda-feira fui ao Café Cultura, aprazível mistura de livraria e barzinho situado na Rua Renato de Andrade Maia, próximo do Senai, que dá espaço aos escritores guarulhenses. Para ir saltei do ônibus na Avenida Tiradentes, próximo da Rua Renato Maia, e andei um bocado. Na volta, como queria ir ao o Centro tomei um ônibus na proximidade, e o motorista informou que ele só parava no ponto do Hospital Carlos Chagas. Teria que andar outro bocado, mas me conformei. O brasileiro é conformado, esse é o nosso maior defeito e a nossa maior qualidade. Lembrei-me, porém de perguntar se ele passava pela Monteiro Lobato, e diante da resposta positiva resolvi descer no Adamastor e tomar outra condução.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br style="clear: both !important;" /&gt;Como tenho um resíduo de visão consegui perceber que ele passou pela Matriz. Não sei que volta deu, mas isso não é da minha conta. O óleo diesel é barato mesmo. O importante é saber que passou pelo Centro, bem perto de onde eu queria ir. Por um motivo que nem Freud nem os técnicos de trânsito explicam, não parou em nenhum ponto. Nem Freud nem os técnicos explicam também por que os ônibus que vão para a região do Taboão pela Avenida Tiradentes não param no ponto existente pouco antes do Paço Municipal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br style="clear: both !important;" /&gt;Será que o prefeito está tão convencido da sua popularidade que não faz questão dos votos dos usuários do transporte coletivo? Ou será que os secretários dos Transportes (o atual e o seu antecessor, que inventou a brincadeira serão tucanos infiltrados na Administração para sabotá-la)?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br style="clear: both !important;" /&gt;A bem da verdade não culpo o prefeito, cara simpático e popular, com o qual tenho grande amizade de há muito tempo. Costuma-se criticar os políticos, quase sempre com razão, mas parece-me que quem atrapalha muitas administrações são os técnicos. Eles querem resolver todos os problemas na prancheta, através de cálculos, sem a mínima preocupação com a realidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br style="clear: both !important;" /&gt;Sem ver os problemas de perto. Sem se preocupar-se com os interesses e a comunidade do ‘povinho’, essa gente chata que gosta de tomar condução ou dirigir seu carro só para atrapalhar seus belíssimos projetos de&amp;nbsp; cidade moderna, de trânsito fluindo tranquilamente. O diacho é que existem carros e pessoas, cada vez em maior quantidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Publicado na Folha Metropolitana em 16/12/2011&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-8346860345362812545?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/8346860345362812545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=8346860345362812545' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/8346860345362812545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/8346860345362812545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2012/01/nem-freud-nem-os-tecnicos-explicam.html' title='Nem Freud nem os técnicos explicam'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-9033428729132582110</id><published>2012-01-24T13:59:00.002-02:00</published><updated>2012-01-24T13:59:29.529-02:00</updated><title type='text'>Natal de todos os crentes e descrentes</title><content type='html'>&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;É Natal, nasceu Jesus!!! Para os cristãos ele é o filho de Deus feito homem, que nasceu, sofreu, foi crucificado, ressuscitou e subiu aos Céus para nós salvar. Para os muçulmanos ele foi o segundo maior profeta que a humanidade já produziu, superado apenas por seu primo Maomé. Os judeus o consideram um grande profeta, mas não Deus.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Ainda esperam por um Messias, que a julgar pela situação em Jerusalém ainda está longe de aparecer. Infelizmente o seu deus não é também dos palestinos, e lhes nega o direito elementar de ter uma pátria. Para os não-religiosos Jesus foi apenas um filósofo, um pensador humanista que substituiu a ideia de um deus truculento e autoritário por um manso cordeiro da paz. Para alguns ateus, agnósticos e materialistas ele não existiu, é apenas uma lenda. Mas que lenda maravilhosa!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Para todos, porém, o Natal é&amp;nbsp; dia de festa, de confraternização, de troca de presentes. Os mais devotos oram antes de cair na alegria, nos comes e bebes e na confraternização. Todos, porém, gostam de uma mesa farta, de acordo com suas possibilidades. Não há nada de errado em tais manifestações. Em toda história da humanidade, antes do nascimento de Cristo comer, beber e brindar foram ato natural, maneira de festejar a vida, de agradecer a seu deus por ela. Nessa data cumprimentamos e abraçamos pessoas com as quais não nos simpatizamos, ou a quem odiamos. Mas sempre através dessa atitude formal, até falsa, há um resíduo de amor, uma esperança de reaproximação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Em meio à alegria e à festa sempre há um jeito de pensar no aniversariante. Não em cantar hinos de louvor a um Deus todo poderoso, para que ele nos retribua com suas graças e nos reserve um lugar a seu lado quando morrermos, mas para lembrarmos de seu primeiro ensinamento: Amai-vos uns aos outros. Homens de todas as crenças, homens descrentes, mesmo não acreditando nesse deus e nesse Jesus, acreditem nesta verdade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Costuma-se atribuir a crise que o mundo atravessa à falta de religião, quando há tantas religiões. Com certeza também não é falta de amor. Acontece que o mundo de hoje é marcado pela competitividade, pela necessidade de vencer. O capitalismo, o comunismo e todas as formas de socialismo partem do princípio de que o homem é uma máquina de produzir. Para isso ele tem que consumir, e para isso tem que produzir mais, sem tempo de nos conhecermos. Qualquer que seja a nossa crença ou descrença, aproveitemos esta época de confraternização e de paz para quebrar esse círculo vicioso. Lembremo-nos que cada um de nós é um indivíduo diferente do outro, mas com capacidade de dar e necessidade de receber amor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Publicado na Folha Metropolitana em 23/12/2011&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-9033428729132582110?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/9033428729132582110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=9033428729132582110' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/9033428729132582110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/9033428729132582110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2012/01/natal-de-todos-os-crentes-e-descrentes.html' title='Natal de todos os crentes e descrentes'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-3275966286362713725</id><published>2012-01-24T13:57:00.002-02:00</published><updated>2012-01-24T13:57:22.379-02:00</updated><title type='text'>Cuidado com o santo ao qual pedir ajuda</title><content type='html'>&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Um sujeito muito religioso, que morava no décimo andar de um edifício de apartamentos, ao tentar lavar a vidraça descuidou-se, pisou em falso, e acabou caindo para o lado de fora. Homem de fé, ainda teve tempo de pedir proteção a Santo Antônio, seu protetor. Ao passar pelo quinto andar sentiu-se agarrado por dois braços fortes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;– Qual o Santo Antônio a quem o senhor apelou? – perguntou uma voz.&lt;br style="clear: both !important;" /&gt;&amp;nbsp;– Ao Santo Antônio de Categeró – respondeu o assustado cidadão.&lt;br style="clear: both !important;" /&gt;– Sinto muito, mas eu sou o Santo Antônio de Pádua – respondeu a voz, largando o homem, que desabou com tudo. Morreu, e certamente está descansando ao lado de seu santo de devoção, na altura celestial.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Esta é uma anedota que me contaram quando eu era ainda criança, e nunca me esqueci. Eu era católico, pertencia à Cruzada Eucarística, não perdia uma missa, e sonhava em ser padre. Daria, certamente, um belo sacerdote. Apesar disso não pude deixar de achar graça na anedota.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Sei que rir não é pecado. Aos domingos reuníamos no bairro onde morávamos e seguíamos, mais ou menos em fila, até a matriz de Nossa Senhora da Conceição da Boa Viagem, em São Bernardo do Campo. Essa piada foi contada em uma dessas caminhadas. Naquele tempo praticamente todo mundo era católico. Eram raros os protestantes, geralmente uma gente séria e pouco dada a brincadeiras. É apenas uma anedota. Mas coisas desse tipo acontecem realmente, como veremos mais adiante. Não propriamente com os santos, mas com seus intermediários.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A passagem de 2011 para 2012 aconteceu com muita chuva, em São Paulo, Rio e Minas. Houve muitos estragos e prejuízos, mas a chuva não impediu a festança, pelo menos na Grande São Paulo e no Rio de Janeiro. Houve muito foguetório, para azar dos cachorros e das pessoas mais sensíveis. Mas festa é festa, e cada um demonstra alegria como sabe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Soube, na segunda-feira que a Prefeitura do Rio contratou a Fundação Cacique Cobra Coral para garantir o bom tempo na antiga ‘cidade maravilhosa’. Eu sabia que aquela instituição era boa para fazer prognóstico, mas não sabia que também tinha poder sobre os elementos da natureza. A notícia não diz quanto a municipalidade pagou pelo milagre, mas sei que choveu da mesma maneira em Copacabana, bairro nobre da capital fluminense.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A Fundação, segundo a notícia já explicou a situação. Disse que o culpado pela chuva foi o vento. Provavelmente o contrato com a Prefeitura incluía apenas acordo com São Pedro, e não com Santa Bárbara, também conhecida como Iansã. Ela administra as trovoadas e deve ter jurisdição também sobre o vento, coisa fora da alçada da Fundação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O fato é que a Prefeitura do Rio gastou o dinheiro público inutilmente, e o povo fez o Réveillon debaixo de água. Se houvesse política no ‘além’, o espírito desse cacique teria tudo para ser um excelente político.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Publicado na Folha Metropolitana em 06/01/2012&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-3275966286362713725?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/3275966286362713725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=3275966286362713725' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/3275966286362713725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/3275966286362713725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2012/01/cuidado-com-o-santo-ao-qual-pedir-ajuda.html' title='Cuidado com o santo ao qual pedir ajuda'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-1317829054755273147</id><published>2012-01-24T13:38:00.002-02:00</published><updated>2012-01-24T13:38:51.776-02:00</updated><title type='text'>O velhinho que me deu lugar no ônibus</title><content type='html'>&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Para começar, não sei se está correta a expressão ‘velhinho’. Talvez não seja politicamente correta, o certo seria ‘senhor idoso’. Para mim, porém, a expressão que usei parece mais carinhosa, menos formal. Essa história de politicamente correto é uma das besteiras que inventaram ultimamente, para mascarar a falta de respeito que grassa em alguns setores, que nada tem a ver com as palavras. Eu, por exemplo, sou um velhinho cego ou um cego velhinho, a gosto do freguês, e não faço questão de ser chamado de senhor idoso portador de deficiência visual.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Mas se o citado cavalheiro vier a ler esta coluna e não gostar da expressão, peço que me perdoe. A intenção não é ofendê-lo, mas exaltá-lo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O caso é o seguinte: tomei o ônibus do meu bairro para o Centro numa manhã, não na hora do rush. Estava lotado como sempre, desde que a cidade caiu no conto do bilhete único. Aliás, estava mais lotado, não havia lugar nem nos bancos destinados a pessoas idosas, gestantes ou deficientes. Também não havia lugar atrás. Acomodei-me, como pude, segurando no ferro que fica atrás do banco do motorista. No primeiro banco estavam dois velhos (ou dois senhores idosos) a conversar. Eu agarrado, sujeito aos solavancos, distraía-me ouvindo a conversa. De repente o senhor que estava no lugar do corredor levantou-se, dizendo que ia descer logo, e eu me sentei. Mas pude ver que ele não desceu no próximo ponto, nem nos seguintes. Ficou em pé, até a entrada no Centro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Fiquei constrangido, e pensei em levantar e devolver o lugar ao dono, pois ele chegara antes de mim. Mas temi que ficasse ruim, que parecesse desfeita. Essas situações são sempre embaraçosas. O cidadão parecia ser mais idoso do que eu, embora aparentasse muita disposição.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Talvez a diferença fosse a minha bengala, que denunciava minha condição de deficiente visual (ou cego). Mas embora eu não esteja em excelente condição física, o problema é na vista, não nas pernas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Agora fico a pensar. Qual a razão do meu constrangimento? Afinal, ele cedeu-me lugar porque quis, eu não pedi. Gostaria de escrever que o que me preocupava era a sensação de ter usufruído de um favor de que não necessitava nem merecia. Mas também pode ser por orgulho, esse sentimento besta que a gente às vezes tem, e que nos impede de reconhecer a generosidade alheia. Apesar dos meus versos e da minha prosa, das minhas ideias e da minha vontade, não sou imune a esse mal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Sou, afinal, uma pessoa normal, besta como todos os bípedes implumes deste planeta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Publicado em 13/01/2012 na Folha Metropolitana (www.folhametro.com.br)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-1317829054755273147?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/1317829054755273147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=1317829054755273147' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/1317829054755273147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/1317829054755273147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2012/01/o-velhinho-que-me-deu-lugar-no-onibus.html' title='O velhinho que me deu lugar no ônibus'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-1145440038691638013</id><published>2012-01-24T13:34:00.000-02:00</published><updated>2012-01-24T13:34:12.428-02:00</updated><title type='text'>O rádio, personagem que não envelhece</title><content type='html'>&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Na minha primeira infância, lá pelos quatro a seis anos, a pior hora do dia era o meio da tarde, talvez às 14h ou 15h. Não sei exatamente, pois naquele tempo eu não conhecia horas e não me preocupava muito com elas. Sei que, naqueles momentos minha avó e minha mãe ficavam com os ouvidos colados no velho rádio de casa ouvindo a sua novela, transmitida pela Rádio São Paulo, e nós, crianças, éramos proibidos de fazer qualquer barulho. Obrigar criança a fazer silêncio equivale, naquela idade, a deixá-la de castigo. Esse drama acontecia de segunda a sexta-feira. Em compensação, aos sábados, o rádio permanecia ligado a tarde inteira, e, livres do castigo do silêncio forçado, todos ouvíamos a ‘Peneira Rhodine’, programa de calouros apresentado por Randal Juliano. Era apresentado pela Rádio Record, ‘a maior’.Essa emissora, que nada tinha a&amp;nbsp; ver com Edir Macedo, era mais possante, e a mais popular.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Mais tarde, já crescidinho, eu era o maior ‘freguês’ do rádio. Não perdia, a partir das 18 horas, de segunda a sexta-feira, o programa ‘Terra, sempre terra’, do Capitão Furtado, Reinaldo Pires, pela Rádio Piratininga. Nas tardes de domingos era obrigatório ouvir , pela rádio Tupi, o ‘Festa na Roça’, de Lulu Benencase. Mais tarde, já adolescente, acordava ao som de ‘Serra da Mantiqueira’ e ‘Brasil Caboclo’ pela Bandeirantes, apresentados por Biguá e Capitão Barduíno. No dia Primeiro de Abril de 1964 esses programas não foram ao ar. A manhã toda foi ocupada por um inacabável discurso do então governador Adhemar de Barros anunciando o golpe militar. Ele era um dos articuladores da coisa, e sonhava ser o presidente nomeado pelos&amp;nbsp; militares. Deu-se mal, foi cassado. A ‘Redentora’ foi especialista em devorar seus criadores.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Todas essas recordações são para ressaltar a importância do rádio. E para mostrar que, apesar de todos os avanços da tecnologia, ele não perdeu a importância. Ainda hoje é um dos mais populares meios de comunicação. Na mão dos políticos é uma arma poderosa, e sua concessão é moeda de troca dos governos. A presidente Dilma acaba de baixar um decreto regulamentando a concessão&amp;nbsp; para emissoras de rádio e canais de TV, para disciplinar a coisa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Esses comentários servem também de gancho para lembrar que na segunda-feira o programa ‘RBN Notícias’ da Rádio Boa Nova comemora cinco anos de existência. Apresentado por Augusto Pinheiro e produzido por Eliete Ribeiro, tornou-se o jornal obrigatório de todas as tardes, mostrando as notícias fresquinhas da cidade, os comentários de jornalistas especializados nos mais diversos temas e entrevistando gente que faz acontecer. A festa irá das 14h às 19h, no Teatro Adamastor, com desfile de artistas e personalidades de Guarulhos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #111111; font-family: arial; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Publicado em 20/01/2012 na Folha Metropolitana (www.folhametro.com.br)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-1145440038691638013?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/1145440038691638013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=1145440038691638013' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/1145440038691638013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/1145440038691638013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2012/01/o-radio-personagem-que-nao-envelhece.html' title='O rádio, personagem que não envelhece'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-2663393749393837639</id><published>2011-03-13T13:22:00.001-03:00</published><updated>2011-03-13T13:22:51.055-03:00</updated><title type='text'>Geremias Gemebundo</title><content type='html'>GEREMIAS GEMEBUNDO&lt;br&gt;Narrador - Geremias Gemebundo&lt;br&gt;           veio peladinho ao mundo,&lt;br&gt;           como todo mundo vem,&lt;br&gt;           passageiro da barriga&lt;br&gt;           da pobre m&amp;#227;e que se obriga&lt;br&gt;           a transportar seu nenen.&lt;p&gt;           Nasceu fazendo um berreiro&lt;br&gt;           que acordava o mundo inteeiro&lt;br&gt;           chorava de fazer eco,&lt;br&gt;           mas isso s&amp;#243; aconteceu&lt;br&gt;           depois que ele recebeu&lt;br&gt;           alguns tapas no podeco.&lt;p&gt;Geremias - Ai, ai, ai, minha bundinha,&lt;br&gt;           como &amp;#233; triste a vida minha,&lt;br&gt;           quanta implic&amp;#226;ncia comigo!&lt;br&gt;           Eu ainda sou inocente,&lt;br&gt;           sou um projeto de gente,&lt;br&gt;           n&amp;#227;o mere&amp;#231;o esse castigo.&lt;p&gt;Marrador - Como se isso n&amp;#227;o bastasse,&lt;br&gt;           por mais que o pobre chorasse,&lt;br&gt;           sem pena do coitadinho,&lt;br&gt;           como quem n&amp;#227;o quer mais nada&lt;br&gt;           lhe deram uma picada&lt;br&gt;           bem na planta do pezinho.&lt;p&gt;Geremias - Sou azarado de fato.&lt;br&gt;            meu pezinho paga o pato&lt;br&gt;           por causa de eu ter nascido.&lt;br&gt;           Eu estava bem quietinho&lt;br&gt;           naquele lugar quentinho,&lt;br&gt;           n&amp;#227;o devia ter sa&amp;#237;do.&lt;p&gt;Pai  -  &amp;#201; machinho esse danado,&lt;br&gt;        vai ser um cabra sarado,&lt;br&gt;        moleque vivo e traquinas.&lt;br&gt;        Vai ser muitomacho, vai,&lt;br&gt;        vai ser igualzinho ao pai,&lt;br&gt;        vai dar trabalho &amp;#224;s meninas.&lt;p&gt;Geremias - Quanta paparica&amp;#231;&amp;#227;o,&lt;br&gt;           o velho ficou bob&amp;#227;o&lt;br&gt;           Ai, como &amp;#233; besta essa cena,&lt;br&gt;Ainda n&amp;#227;o estou sabendo&lt;br&gt;           o que ele est&amp;#225; dizendo,&lt;br&gt;           ai, ai, ai, n&amp;#227;o paga a pena.&lt;p&gt;M&amp;#227;e  -  Como esse menino ewstrila,&lt;br&gt;        isso me deixa tranquila,&lt;br&gt;        demonstra boa vontade.&lt;br&gt;        Parece dar o recado&lt;br&gt;        que vai ser muito esfor&amp;#231;ado,&lt;br&gt;        vai ser homem de verdade.&lt;p&gt;Geremias - Nem pense no meu futuro,&lt;br&gt;           ainda vejo tudo escuro,&lt;br&gt;           Sossega, minha m&amp;#227;ezinha,&lt;br&gt;           O meu almo&amp;#231;o j&amp;#225; tarda,&lt;br&gt;           eu ainda n&amp;#227;o com&amp;#237; nada,&lt;br&gt;           t&amp;#225; na hora da maminha.&lt;p&gt;Coro - - Eta moleque chor&amp;#227;o,&lt;br&gt;       n&amp;#227;o tem outra ocupa&amp;#231;&amp;#227;o?&lt;p&gt;Pai  -  Bai mamando, seu moleque,&lt;br&gt;        vai tomando esse pileque&lt;br&gt;        enquanto o leite &amp;#233; de gra&amp;#231;a.&lt;br&gt;        N&amp;#243;s dois vamos ser amigos,&lt;br&gt;        voc&amp;#234; vai sair comigo&lt;br&gt;        pra tomar muita cacha&amp;#231;a.&lt;p&gt;M&amp;#227;e  -  Cala a boca, seu palha&amp;#231;o,&lt;br&gt;        j&amp;#225; n&amp;#227;o sei mais o que fa&amp;#231;o&lt;br&gt;        com tamanho destempero.&lt;br&gt;        Esse menino eu preciso&lt;br&gt;        que tenha muito ju&amp;#237;zo&lt;br&gt;        pra ganhar muito dinheiro.&lt;p&gt;Geremias - V&amp;#234; se param de brigar,&lt;br&gt;           eu n&amp;#227;o posso nem mamar,&lt;br&gt;           eu n&amp;#227;o posso nem dormir.&lt;br&gt;           Eu estava acostumado&lt;br&gt;           com o canto sossegado&lt;br&gt;           de onde acabo de sair.&lt;p&gt;Narrador- L&amp;#225; v&amp;#227;o os tr&amp;#234;s para a igreja&lt;br&gt;           pois todo crist&amp;#227;o deseja&lt;br&gt;          ver o filho batizado.&lt;br&gt;           A m&amp;#227;e com muita esperan&amp;#231;a&lt;br&gt;           no futuro da crian&amp;#231;a,&lt;br&gt;           o pai j&amp;#225; meio mamado.&lt;p&gt;Padre - Te batizo, Geremias,&lt;br&gt;        e a partir deste dia&lt;br&gt;        ser&amp;#225;s um crist&amp;#227;o honrado.&lt;br&gt;        Pela bondade de Deus,&lt;br&gt;        juntamente com os teus&lt;br&gt;te afastar&amp;#225;s do pecado.&lt;p&gt;Geremias - Essa &amp;#233; a tal &amp;#225;gua benta?&lt;br&gt;           Esse frio ningu&amp;#233;m aguenta,&lt;br&gt;           eta chuvinha danada.&lt;br&gt;          N&amp;#227;o me fale de pecado,&lt;br&gt;           eu sou um pobre coitado,&lt;br&gt;que ainda n&amp;#227;o sabe nada.&lt;p&gt;Narrador - Ap&amp;#243;s o ato religioso&lt;br&gt;           num sal&amp;#227;o muito espa&amp;#231;oso&lt;br&gt;           houve uma grande festan&amp;#231;a.&lt;br&gt;            Muita gente reunida,&lt;br&gt;           m&amp;#250;sica, dan&amp;#231;a, bebida,&lt;br&gt;           tamb&amp;#233;m muita comilan&amp;#231;a.&lt;p&gt;Geremias - Eu sou o dono da festa,&lt;br&gt;           e para mim o que resta,&lt;br&gt;           porque dela eu nem me orgulho?&lt;br&gt;           Todos a se divertir,&lt;br&gt;           mas eu preciso dormir,&lt;br&gt;           parem com esse barulho.&lt;p&gt;Narrador - Antes que fujaa a mem&amp;#243;ria&lt;br&gt;           vou encurtar esta hist&amp;#243;ria&lt;br&gt;           para n&amp;#227;o cansar ningu&amp;#233;m.&lt;br&gt;           Puchando pela cachola&lt;br&gt;           ele agora est&amp;#225; na escola&lt;br&gt;           onde n&amp;#227;o vai muito bem.&lt;p&gt;Professora - Meus parab&amp;#233;ns, Benedito,&lt;br&gt;             seu trabalho est&amp;#225; bomito,&lt;br&gt;             o seu tamb&amp;#233;m, Z&amp;#233; Raimundo.&lt;br&gt;             Cad&amp;#234; sua reda&amp;#231;&amp;#227;o,&lt;br&gt;             voc&amp;#234; n&amp;#227;o fez a li&amp;#231;&amp;#227;o,&lt;br&gt;             Geremias Gemebundo?&lt;p&gt;Geremias - Um domingo ensolarado,&lt;br&gt;           esse foi o tema dado&lt;br&gt;           para a gente descrever.&lt;br&gt;           Acho que n&amp;#227;o paga a pena,&lt;br&gt;          estou at&amp;#233; vendo a cena:&lt;br&gt;           se no domingo chover?&lt;p&gt;Professora - E o trabalho que eu passei?&lt;br&gt;             Era bem f&amp;#225;cil, eu sei,&lt;br&gt;             voc&amp;#234; sabe calcular.&lt;br&gt;             Era divis&amp;#227;o por tr&amp;#234;s,&lt;br&gt;             porqu&amp;#234; que voc&amp;#234; n&amp;#227;o fez,&lt;br&gt;             fa&amp;#231;a o favor de esplicar.&lt;p&gt;Geremias - Naria e duas irm&amp;#227;s&lt;br&gt;           tinham dezoito ma&amp;#231;&amp;#227;s,&lt;br&gt;           quantas pode ela comer?&lt;br&gt;           Eu n&amp;#227;o entro nessa briga,&lt;br&gt;           n&amp;#227;o quero ter inimiga,&lt;br&gt;           n&amp;#227;o preciso me meter.&lt;p&gt;Professora - Voc&amp;#234; que &amp;#233; brasileiro&lt;br&gt;           deste ch&amp;#227;o hospitaleiro,&lt;br&gt;           terra de belezas mil.&lt;br&gt;           deste pa&amp;#237;s t&amp;#227;o querido,&lt;br&gt;           responda ent&amp;#227;o, seu sabido,&lt;br&gt;           quem descobriu o Brasil?&lt;p&gt;Geremias - Nasc&amp;#237; levando palmada&lt;br&gt;           mesmo sem saber de nada,&lt;br&gt;           eu n&amp;#227;o nasc&amp;#237; porqu&amp;#234; quiz.&lt;br&gt;           N&amp;#227;o quero saber de engui&amp;#231;o,&lt;br&gt;           n&amp;#227;o tenho nada com isso,&lt;br&gt;           &amp;#233; problema do pa&amp;#237;s.&lt;p&gt;Professora - Voc&amp;#234; n&amp;#227;o tem mesmo jeito,&lt;br&gt;             n&amp;#227;o &amp;#233; um burro perfeito&lt;br&gt;             por que n&amp;#227;o h&amp;#225; perfei&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;br&gt;             Mas o que mais o incrimina&lt;br&gt;             &amp;#233; que voc&amp;#234; raciocina&lt;br&gt;             para fugir da li&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;p&gt;Coro  -  Passa um dia, outro dia,&lt;br&gt;         voc&amp;#234; n&amp;#227;o faz a li&amp;#231;&amp;#227;o,&lt;br&gt;         mostre o-cu-pa-&amp;#231;&amp;#227;o Geremias,&lt;br&gt;         mostre ocupa&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;p&gt;Narrador - Quando tinha quinze anos&lt;br&gt;           tevegrande desengano&lt;br&gt;          com alguns dos coleguinhas&lt;br&gt;           ao topar a brincadeira&lt;br&gt;           de assaltar a goiabeira&lt;br&gt;           do quintal de uma vizinha.&lt;p&gt;Geremias - Depois de tanto trabalho&lt;br&gt;           arrebentou o meu galho,&lt;br&gt;           quase que eu quebrei a bunda.&lt;br&gt;           A minha cal&amp;#231;a rasgou,&lt;br&gt;           cachorrada me pegou,&lt;br&gt;           inda levei uma tunda.&lt;p&gt;           Os meus colegas correram,&lt;br&gt;           todas goiabas comeram,&lt;br&gt;           e encheram a barriga,&lt;br&gt;           e eu, depois desse tro&amp;#231;o,&lt;br&gt;           n&amp;#227;o vi siquer o caro&amp;#231;o,&lt;br&gt;           fiquei at&amp;#233; com lombriga.&lt;p&gt;Narrador - Ficou mo&amp;#231;o de repente,&lt;br&gt;           era bonito, atraente,&lt;br&gt;           n&amp;#227;o tinha v&amp;#237;cio nem nada,&lt;br&gt;           mas por temer a paix&amp;#227;o,&lt;br&gt;           talvez por indecis&amp;#227;o&lt;br&gt;           n&amp;#227;o arrumou namorada.&lt;p&gt;Geremias - A Luiza me d&amp;#225; bola,&lt;br&gt;           ela me seca na escola,&lt;br&gt;           mas &amp;#233; sa&amp;#237;da demais.&lt;br&gt;           Com todo mundo ela fala,&lt;br&gt;           e se acaso eu namor&amp;#225;-la&lt;br&gt;           serei passado pra tr&amp;#225;s.&lt;p&gt;           Gosto mesmo &amp;#233; da Ritinha,&lt;br&gt;           ela &amp;#233; t&amp;#227;o calma e quietinha,&lt;br&gt;           seria meu grande bem.&lt;br&gt;           Mas como falar com ela&lt;br&gt;           se ela n&amp;#227;o me d&amp;#225; trela,&lt;br&gt;           n&amp;#227;o conversa com ningu&amp;#233;m?&lt;p&gt;           O amor &amp;#233; grande bobagem,&lt;br&gt;           n&amp;#227; traz nenhuma vantagem,&lt;br&gt;           &amp;#233; risco de trai&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;br&gt;           Para nunca ser tra&amp;#237;do,&lt;br&gt;           para n&amp;#227;o ser esquecido,&lt;br&gt;           uso a minha pr&amp;#243;pria m&amp;#227;o.&lt;p&gt;Narrador - Geremias, vou dizer,&lt;br&gt;           nem trabalho nem prazer&lt;br&gt;           desperta a tua vontade!&lt;br&gt;           Por&amp;#233;m com tal decis&amp;#227;o&lt;br&gt;           pelo menos suas m&amp;#227;os&lt;br&gt;           tem alguma utilidade.&lt;p&gt;Coro  -  O amor traz alegria&lt;br&gt;         para o cora&amp;#231;&amp;#227;o,&lt;br&gt;           d&amp;#234; o - cu- pa-&amp;#231;&amp;#227;o, Geremias,&lt;br&gt;           para a sua m&amp;#227;o.&lt;p&gt;  Narrador - Mas um dia aconteceu,&lt;br&gt;           e eis que lhe apareceu&lt;br&gt;           em sua vida pacata&lt;br&gt;           uma loira exuberante&lt;br&gt;           com seu corpo rebolante,&lt;br&gt;           ai que esc&amp;#226;ndalo de gata!&lt;p&gt;           Al&amp;#233;m disso ela lhe fez&lt;br&gt;           vencer sua timid&amp;#234;s,&lt;br&gt;           lhe dando muita aten&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;br&gt;           S&amp;#243; na hora do &amp;quot;vamos ver&amp;quot;&lt;br&gt;           ele pode perceber&lt;br&gt;           que Maria era Jo&amp;#227;o.&lt;p&gt;Geremias - Eta, que engui&amp;#231;o danado,&lt;br&gt;           eu sou mesmo azarado,&lt;br&gt;           haja santa paci&amp;#234;ncia!&lt;br&gt;           Que grande decep&amp;#231;&amp;#227;o&lt;br&gt;           ao botar a minha m&amp;#227;o&lt;br&gt;           e achar a diferen&amp;#231;a.&lt;p&gt;Narrador - Voc&amp;#234; ainda &amp;#233; crian&amp;#231;a,&lt;br&gt;           e deve encher de esperan&amp;#231;a&lt;br&gt;          sua vida t&amp;#227;o pequena,&lt;br&gt;Geremias - Esperar &amp;#224;s vezes cansa,&lt;br&gt;           e quando a m&amp;#227;o n&amp;#227;o alcan&amp;#231;a&lt;br&gt;           esperar n&amp;#227;o paga a pena!&lt;p&gt;Narrador - A roda do tempo corre,&lt;br&gt;           ano nasce, ano morre&lt;br&gt;           com acertos e enganos,&lt;br&gt;           e na sucess&amp;#227;o dos dias&lt;br&gt;           nosso amigo geremias&lt;br&gt;           completou dezoito anos.&lt;p&gt;Geremias - Agora est&amp;#225; como quero,&lt;br&gt;           n&amp;#227;o quero mais lero-lero,&lt;br&gt;           a ningu&amp;#233;m mais obede&amp;#231;o.&lt;br&gt;           Eu j&amp;#225; sou maior de idade,&lt;br&gt;           dono da minha vontade,&lt;br&gt;           agora cres&amp;#231;o e apare&amp;#231;o.&lt;p&gt;           Se a professora me amola&lt;br&gt;           j&amp;#225; posso sair da escola,&lt;br&gt;           j&amp;#225; posso fazer bobagem.&lt;br&gt;           Eu j&amp;#225; posso, sen problena&lt;br&gt;            entrar em qualquer cinema&lt;br&gt;           ver filme de sacanagem.&lt;p&gt;           Trabalhar eu n&amp;#227;o trabalho,&lt;br&gt;           n&amp;#227;o vou ficar dando malho&lt;br&gt;           para o patr&amp;#227;o me esplorar.&lt;br&gt;           Essa &amp;#233; a minha atitude,&lt;br&gt;           na for&amp;#231;a da juventude&lt;br&gt;           eu quero voar, voar...&lt;p&gt;           Depois dos dezoito anos&lt;br&gt;           cada um faz os seus planos,&lt;br&gt;           cada um faz o que pode.&lt;br&gt;           Ningu&amp;#233;m mais me incomoda,&lt;br&gt;           vou comprar roupa da moda,&lt;br&gt;           vou deixar crescer bigode.&lt;p&gt;           Mas nem tudo &amp;#233; brincadeira,&lt;br&gt;           vou ter que jurar bandeira,&lt;br&gt;           vou ter que virar recruta,&lt;br&gt;           tirar t&amp;#237;tulo, votar,&lt;br&gt;           quando a elei&amp;#231;&amp;#227;o chegar,&lt;br&gt;           em qualquer filho da justa.&lt;p&gt;           Vou esquentar a cabe&amp;#231;a&lt;br&gt;           embora ningu&amp;#233;m mere&amp;#231;a&lt;br&gt;           a minha aprova&amp;#231;&amp;#227;o plena.&lt;br&gt;           Que responsabilidade,&lt;br&gt;           eu tenho t&amp;#227;o pouca idade,&lt;br&gt;           ser maior n&amp;#227;o paga a pena.&lt;p&gt;           J&amp;#225; estou sentindo saudade&lt;br&gt;           de ser um menor de idade,&lt;br&gt;           queria nascer de novo.&lt;br&gt;           Queria ser um pintinho&lt;br&gt;           para ficar bem quietinho&lt;br&gt;           demtro da casca do ovo.&lt;p&gt;Narrador - Chega de tanto lamento,&lt;br&gt;           cara, chegou o momento&lt;br&gt;           de voc&amp;#234; ficar ativo.&lt;br&gt;            procure seu eu profundo,&lt;br&gt;           procure seu novo mundo,&lt;br&gt;           n&amp;#227;o seja t&amp;#227;o negativo.&lt;p&gt;Geremias - Me desculpe, amigo velho,&lt;br&gt;           agrade&amp;#231;o o teu conselho,&lt;br&gt;           mas ele n&amp;#227;o traz vit&amp;#243;ria.&lt;br&gt;           Eu nasc&amp;#237; para sofrer,&lt;br&gt;           minha sina &amp;#233; s&amp;#243; perder,&lt;br&gt;           escute s&amp;#243; minha hist&amp;#243;ria.&lt;p&gt;Nasc&amp;#237; numa sexta-feira&lt;br&gt;           ca&amp;#237; de uma goiabeira,&lt;br&gt;           namorei um lobisomem.&lt;br&gt;           N&amp;#227;o quero ter namorada,&lt;br&gt;           n&amp;#227;o como mais goiabada,&lt;br&gt;           prefiro morrer de fome.&lt;p&gt;Narrador - Mas o mundo vai girando&lt;br&gt;           e n&amp;#227;o fica escutando&lt;br&gt;           toda essa lamenta&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;br&gt;           O tempo ningu&amp;#233;m segura,&lt;br&gt;chegou a idade madura,&lt;br&gt;           a idade da raz&amp;#227;o.&lt;p&gt;Geremias - Ah, juventude perdida,&lt;br&gt;           qual &amp;#233; a raz&amp;#227;o desta vida,&lt;br&gt;           ah, como sou infeliz!&lt;br&gt;           Tanta coisa quiz fazer,&lt;br&gt;           eu quiz lutar e vencer,&lt;br&gt;           mas o destino n&amp;#227;o quiz.&lt;p&gt;Narrador - Voc&amp;#234; quiz mas n&amp;#227;o tentou,&lt;br&gt;           a pregui&amp;#231;a n&amp;#227;o deixou,&lt;br&gt;           o destino paga o pato?&lt;br&gt;           Voc&amp;#234; n&amp;#227;o &amp;#233; deficiente,&lt;br&gt;           n&amp;#227;o foi garoto carente,&lt;br&gt;           voc&amp;#234; n&amp;#227;o passa de um chato.&lt;p&gt;Gerenias - N&amp;#227;o &amp;#233; como voc&amp;#234; pensa,&lt;br&gt;           e se tiver paci&amp;#234;ncia&lt;br&gt;           vou esplicar o meu mal.&lt;br&gt;           Eu penso desde menino,&lt;br&gt;           pois afinal meu destino&lt;br&gt;           &amp;#233; de animal racional.&lt;p&gt;           Eu penso, logo existo,&lt;br&gt;           e isso gera conflito&lt;br&gt;           e me deixa inconformado.&lt;br&gt;           Sou um animal pensante,&lt;br&gt;           ser&amp;#225; que este viajante&lt;br&gt;           desceu num planeta errado?&lt;p&gt;Narrador - Ah, entend&amp;#237; seu neg&amp;#243;cio,&lt;br&gt;           s&amp;#243; n&amp;#227;o entendo seu &amp;#243;cio,&lt;br&gt;           porqu&amp;#234; pensar n&amp;#227;o &amp;#233; tudo.&lt;br&gt;           Vamos, amigo, escreva,&lt;br&gt;           pegue um papel e se atreva&lt;br&gt;           a mostrar seu conte&amp;#250;do.&lt;p&gt;Quem tem o dom de pensar&lt;br&gt;            tem o dever de mostrar&lt;br&gt;           ao mundo seu pensamento.&lt;br&gt;           Geremias Gemebundo,&lt;br&gt;           seja um grande vagabundo&lt;br&gt;           e pare com seus lamentos.&lt;p&gt;Geremias - Olha, cara, me cansei&lt;br&gt;           de tanto que eu espliquei&lt;br&gt;           e voc&amp;#234; n&amp;#227;o me entende.&lt;br&gt;           Pensamento n&amp;#227;o se escreve,&lt;br&gt;           no mundo do &amp;quot;haver e dweve&amp;quot;&lt;br&gt;           filosofia n&amp;#227;o vende.&lt;p&gt;Narrador - Vende sim, meu camarada,&lt;br&gt;           voc&amp;#234; n&amp;#227;o entende nada,&lt;br&gt;           nem mesmo o que voc&amp;#234; diz.&lt;br&gt;           Mostrando seus pensamentos&lt;br&gt;           voc&amp;#234; troca seus lamentos&lt;br&gt;           pelo dom de ser feliz.&lt;p&gt;Geremias - N&amp;#227;o paga a pena escrever&lt;br&gt;           pois sei que ningu&amp;#233;m vai ler&lt;br&gt;           os meus pensamentos tortos.&lt;br&gt;           Eu s&amp;#243; posso acreditar&lt;br&gt;           que algu&amp;#233;m por mim vai resar&lt;br&gt;           depois que eu estiver morto.&lt;p&gt;Narrador - Geremias Gemebundo&lt;br&gt;           deixou o seu pobre mundo&lt;br&gt;           como todo mundo deixa.&lt;br&gt;           S&amp;#243; n&amp;#227;o estava pelado,&lt;br&gt;           levou seu terno surrado,&lt;br&gt;           tristesa, lamento e queixa.&lt;p&gt;           Partiu, se mandou, morreu,&lt;br&gt;           e nada deixou de seu&lt;br&gt;           nessa exist&amp;#234;ncia t&amp;#227;o breve.&lt;br&gt;           Como &amp;#250;ltima homenagem&lt;br&gt;eu s&amp;#243; deixo esta mensagem:&lt;br&gt;           Que a terra te seja leve.&lt;br&gt;                    Castelo Hanssen&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-2663393749393837639?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/2663393749393837639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=2663393749393837639' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/2663393749393837639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/2663393749393837639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2011/03/geremias-gemebundo.html' title='Geremias Gemebundo'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-3649930462225290999</id><published>2009-10-01T15:49:00.002-03:00</published><updated>2009-10-01T15:50:23.305-03:00</updated><title type='text'>Lançamento - Não percam!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8-xNJquILTY/SsT53A4XxkI/AAAAAAAAAIk/xpkNL1tz7yQ/s1600-h/conviteweb.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8-xNJquILTY/SsT53A4XxkI/AAAAAAAAAIk/xpkNL1tz7yQ/s400/conviteweb.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387705777766516290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-3649930462225290999?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/3649930462225290999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=3649930462225290999' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/3649930462225290999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/3649930462225290999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2009/10/lancamento-nao-percam.html' title='Lançamento - Não percam!'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8-xNJquILTY/SsT53A4XxkI/AAAAAAAAAIk/xpkNL1tz7yQ/s72-c/conviteweb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-4694229325279552095</id><published>2009-07-03T14:05:00.000-03:00</published><updated>2009-07-03T14:06:06.696-03:00</updated><title type='text'>O nó da gravata</title><content type='html'>Aldrovando estava eufórico. Floripes havia convidado para almoçar em sua casa no domingo, dia  do seu aniversário. Ele tinha certa paixão secreta pela moça. Secretíssima, por sinal. O sapo coaxa para a lua, mas não sonha encontrá-la. Rapaz simples do interior, apenas com o quarto ano primário, no escritório era faxineiro, office-boy, consertador de tudo. Ela era recepcionista, moça de classe média, cursando faculdade. Mas se davam bem, ela gostava das histórias que ele contava, ele gostava de aprender coisas com ela. Fazia tudo que ela pedia. Comprava lanche, ia à locadora de vídeo, mesmo nas horas de folga, fora do seu serviço.&lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Passou a semana se preparando para a grande data. Na segunda-feira pediu a irmã que fosse levar ao tintureiro o terno e a camisa que só usara no dia do casamento dela. No sábado foi buscá-lo, e passou a tarde inteira lustrando o par de sapatos, deixando-os como espelho. Finalmente chegou o domingo. Tomou um banho demorado, fez a barba, escanhoou no capricho, cara lisa como uma criança.  O cunhado emprestou uma gravata e ainda fez o laço, coisa que ele nunca aprendera a&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;fazer, e logo estava pronto, ansioso para sair. Tinha medo de chegar atrasado ao almoço. Na casa de seus pais, todos tinham de estar ao meio-dia em ponto sentados à mesa, sob pena de encarar a carranca da boa porém rigosa mãe.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ao sair à rua, ouviu da vizinha a clássica pergunta. "Vai fazer exame de fezes?" Aldrovando riu, encarando a brincadeira como elogio. O ônibus demorou, como de costume. Quando chegou, veio apinhado. Entrou, ajeitando-se como pode, com medo de amarrotar a fatiota. Aos trancos e barrancos, chegou ao centro da cidade quando o relógio da praça marcava meio-dia e quinze. Apertou o passo e logo chegou ao endereço indicado. Era uma casa bonita que, aos seus olhos, pareceu uma mansão. Tocou a campainha, e apareceu uma senhora muito simpática.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;-Boa tarde, eu sou um colega da Floripes.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;-Ah, você é o Aldo! A Flô fala muito de você. Entre, ela saiu, mas não demora a voltar. Fique à vontade!&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Foi conduzido à uma sala espaçosa, onde já se encontravam várias pessoas batendo papo e bebericando alguma coisa. Foi apresentado a todos, que o cumprimentaram, um a um. Sentou-se em uma poltrona, bebeu uma bebida que lhe ofereceram, não conhecia, mas gostou.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas não conseguiu entrar na conversa. Os assuntos eram estranhos para ele. No escritório, e no bairro onde morava, até que era tagarela, mas ali o máximo que conseguiu foi dar risada de tudo, para dar a impressão de que entendia alguma coisa.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Depois de alguns minutos, que para ele pareceram eternos, todos foram convidados para a sala de jantar. Floripes ainda não havia chegado. O almoço era uma suculenta macarronada, o que deixou Aldrovando preocupado. Ele gostava do prato, mas não podia comê-lo sem se lambuzar-se da cabeça aos pés. O jeito foi cortar, desajeitadamente, macarrão por macarrão, sem evitar de sujar o queixo e os primeiros fios de barba que apareciam. Tentou, disfarçadamente, limpá-los com a ponta da toalha.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;-Ei, menino - disse a dona da casa - tem guardanapo no copo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Continuar a comer foi um sacrifício para o rapaz. Além do vexame, o trabalho de cortar o macarrão, pedacinho por pedacinho tirava o prazer de comer. Nem isso, porém, impediu que respingasse molho na gola da camisa e na gravata. Felizmente os demais convivas pareceram não notar.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Após o almoço, um licor e o cafezinho, e todos voltaram à sala de estar. Nova tagarelice entre todos, e o mesmo silencio acabrunhado de Aldrovando. O aperitivo, o almoço e o licor deram uma sonolência, e veio o cochilo, que logo se transformou em pesado sono. Acordou, não sabe quanto tempo depois, babando na gravata. A sala estava vazia, na penumbra.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Levantou-se, meio cambaleante, e pensou em procurar a Floripes e a mãe para se despedir. Fora convidado para almoçar, e já almoçara. A mãe da moça explicou que ela chegara mas saíra novamente, que ele esperasse mais um minutinho. “Sabe, a idade dela, o aniversário, tantos&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;amigos, tanta correria.” Ele até poderia ficar para a noite, já estava escurecendo. Esperasse para cortar o bolo. A contragosto, mas sem jeito para recusar, ficou. Foi conduzido à varanda, onde as pessoas tagarelavam e se serviam de doces, salgados e bebidinhas servidas por garçons contratados. Sempre silencioso, ainda meio acanhado, ele também ia pegando cálices e coisas mais que passavam, sem se importar com o conteúdo. Floripes apareceu, em meio de um bando de amigos de ambos os sexos, e cumprimentou-o, com um “oi” que ele respondeu com outro “oi”. Não teve tempo de conversar muito com ele. A noite ia passando, comes e bebes rolando, e uma música barulhenta no ar. O rapaz só tinha vontade de ir logo embora. Pensou em criar coragem, romper a multidão, abraçar a aniversariante, dar-lhe um beijo, dar-lhe os parabéns e ir embora, sem mais&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;cerimônia. Era só aparecer uma oportunidade. A oportunidade chegou, finalmente. Ela passou perto, ele agarrou-a, tentou abraçá-la e beijá-la, mas foi tão desastrado que ambos caíram, levando junto o bolo que ia passando, levado por dois rapazes. Escândalo, gritaria e corre-corre.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Você me mata de vergonha - gritou a moça, ruborizada, mal disfarçando a raiva.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A única saída foi a fuga. Saiu correndo, como se fosse perseguido por toda a horda de Satanás. A bonita noite que o esperava lá fora, com seu luar e seu frescor, não aplacaram sua ira e sua vergonha. Saiu resmungando, jurando que dessa noite em diante iria tratar a colega como uma estranha, que no escritório só faria seu trabalho, nada de favor a ninguém. Talvez não fosse trabalhar no dia seguinte, segunda-feira. Assim pensando chegou ao ponto, para perceber que o&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;o último ônibus acabara de sair. Só lhe restava fazer a pé os quatro quilômetros que o separavam de sua casa.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Começou a correr para chegar mais depressa e para desabafar a raiva e a vergonha. Logo cansou-se e passou a caminhar mais devagar, sempre resmungando. Após meia hora de caminhada, quando deixava para trás as últimas casas da área central e entrava por uma estradinha de terra, ouviu o ribombar de um trovão, e uma carga d'água desabou sobre ele. Em um segundo estava encharcado, de água por fora, de mágoa por dentro. Escorregou e caiu com o peito na lama. Antes de levantar-se, ainda sentado na lama, levantou os braços aos céus e bradou todos palavrões de que se lembrou, contra Deus, a chuva, e todos os aniversariantes do mundo. Ao tentar se levantar notou que perdera um dos seus sapatos. Engatinhando na lama, encontrou-o, quase dentro de um córrego que ladeava o caminho. Quando chegou em casa a chuva já  tinha parado. A porta só estava encostada. Seu único desejo era arrancar aquela roupa, agora suja e molhada, mas que antes lhe dera tanta esperança, tomar um belo banho e cair na cama, encerrando assim um domingo de desengano. Só pode banhar-se da cintura para baixo. Dormiu com com a camisa encharcada. Não conseguiu desatar o nó da gravata.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-4694229325279552095?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/4694229325279552095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=4694229325279552095' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/4694229325279552095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/4694229325279552095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2009/07/o-no-da-gravata.html' title='O nó da gravata'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-1092043280445072159</id><published>2009-02-27T08:52:00.002-03:00</published><updated>2009-02-27T08:57:23.235-03:00</updated><title type='text'>Depois do suicídio</title><content type='html'>"Desculpem-me, mas eu decidi ir embora deste mundo medíocre. Se só os incompetentes tem vez, não há lugar para mim, que sei o que faço, e preocupo-me em fazer bem. Não culpo a ninguém, culpo apenas a esta Sociedade burra e podre." Leu e releu várias vezes sua carta-suicída, para ter certeza que não daria aos pósteros motivo de críticas. Achou meio pedante, mas - que diabo! - um suicida tem o direito de ser pedante. Aliás, essa era a idéia que tinha de si mesmo e do mundo, mas nunca falara com ninguém para não parecer ridículo. Mas agora que ia&lt;br /&gt;morrer...&lt;br /&gt;Um pouco de razão ele tinha. Desde criança era tido como uma criança esperta e inteligente, com raciocínio rápido, com muitas idéias. Chegou a ganhar um concurso infantil de redação. Queria ser ator, escritor, e muitas coisas mais. Mas nunca chegou a definir exatamente  o que queria. Participou de peças teatrais infantís e de grupos amadores adultos, recitava poesias de sua autoria em festinhas, e era muito elogiado. Mas tinha preguiça de estudar, não foi além da sexta&lt;br /&gt;série. Queria fazer de tudo, mas nem pensava em se sujeitar a um emprego rotineiro, com chefe, horário e outras coisas chatas.&lt;br /&gt;Há uma semana o tempo estava carrancudo. Chuvas fortes se intercalavam com garôa intermitente, ventos fortes açoitavam as pessoas e as coisas sem parar. Não saia mais de casa, estava enferrujando. Sem em´prego, sem dinheoiro, a despensa quase vazia, quase sem roupa, e ainda essa chuvinha chata. Tempo propício para um bom suicídio. Pecado? Se Deus se dá o direito de fazer um tempo desses, não tem moral para julgar ninguém.&lt;br /&gt;Colocou a carta em cima da escrevaninha que servia também para as refeições (quando havia), e pôs ao lado todos os troféus e diplomas ganhos em concursos culturais, para que todos vissem que o mundo perderia um gênio. Depois rasgou ao meio a velha carteira profissional, sem nenhum emprego anotado, e jogou por cima. Botou para fora Frederico, o gato que costumava dormir na sua cama, e fechou bem a porta e a janela do quartinho. O bichano protestou, com miados resmungões, sem saber que eram as suas sete vidas que estavam sendo poupadas. Abriu as quatro bocas do fogão e deitou-se na cama, cobrindo-se com os dois cobertores que ainda tinha. Estava frio, e um homem que vai morrer tem direito a certo conforto.&lt;br /&gt;Estava quase dormindo quando sentiu uma mão macia acariciando suas coxas e depois o pênis. Era Marlene Gata, a bela e gostosa morena que chegou a ser sua namorada, e depois se casou com seu melhor amigo, formado em Engenharia, com um bom emprego. Acariciou-a também, primeiro no rosto, depois no pesoço, ceios e... Quando se preparava para abaixar as mãos, a doida saltou da cama e fugiu pela janela. Saiu em sua perseguição, rua afora, mas perdeu-a de vista.&lt;br /&gt; Quando deu pela coisa, já estava correndo, só de cuecas, rasgadas, em plena avenida Paulista. Mas em vez de carros correndo, o que viu eram tranquilas vacas pastando. Passou entre elas e começou a subir a ladeira Porto Geral, que se tornava cada vez mais longa e íngreme. Passou por vãrios amigos a quem emprestara dinheiro e nunca pagaram, e eles nem lhe deram atenção. Passou também por pessoas a quem devia dinheiro, que o olharam interrogativamente. Em certo momento viu, descendo a ladeira o dono da empresa que o demitira após seu primeiro&lt;br /&gt;mês de trabalho, sem registrá-lo em carteira. Pensou em chutar-lhe a imensa barriga, mas não fez. Depois vinha descendo o dono da lanchonete que não fiava mais porque sua conta estava muito grande. Carregava uma bandeja cheia de petiscos. Catou uma coxinha e saiu correndo ladeira acima. Quando percebeu estava na porta do céu. Deus apareceu, carrancudo, perguntando o que fazia alí, naquela hora, só de cuecas.&lt;br /&gt;Agarrou no colarinho do Todo Poderoso e gritou: "Porque Você me abandonou? Eu não mereço isso." Levou um empurrão e caiu do céu. Teria se esborrachado se não acordasse naquela hora.&lt;br /&gt;Um sól forte mostrava sua luz pelas frestas da veneziana, tentando compensar tantos dias de chuva. Enfiou a mão debaixo do travesseiro e encontrou um maço de cigarros mata-rato, ainda com um cigarro dentro, todo amassado. Na cadeira que servia de criado-mudo havia uma caixa de fósforos, com um palito. Acendeu o cigarro, tossiu e percebeu um leve cheiro de gás. Lembrou-se da noite anterior, e admirou-se por ainda estar vivo, principalmente após ter acendido o cigarro. A casa deveria ter voado pelos ares.&lt;br /&gt;Levantou-se preguiçosamente, deu uma olhada em torno, e viu que as quatro bocas do fogão estavam abertas, mas o gás havia acabado, talvez nos primeiros minutos da noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-1092043280445072159?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/1092043280445072159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=1092043280445072159' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/1092043280445072159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/1092043280445072159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2009/02/depois-do-suicidio.html' title='Depois do suicídio'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-1593703162000530189</id><published>2009-02-27T08:49:00.001-03:00</published><updated>2009-02-27T08:52:13.922-03:00</updated><title type='text'>Jesus Trotsky, mais do que bom</title><content type='html'>A mãe, católica fervorosa, queria que ele se chamasse Jesus Nazareno. O pai, materialista convicto, optara por Leon Trotsky. Discutiram, e o menino acabou recebendo, na pia e no cartório o nome de Jesus Trotsky da Silva. Foi difícil convencer o padre a batizá-lo com esse nome. Também não foi fácil fazer a funcionária do cartório grafá-lo corretamente.&lt;br /&gt;O pai era marceneiro dos bons, com curso no Senai. Trabalhara sempre em uma boa empresa e ganhava um salário razoável. Era sindicalizado, mas nunca quis ocupar cargo de direção. A mãe era de prendas domésticas, das mais prendadas. Participava de Pastoral e fazia excelente trabalho social, em favor dos mais necessitados, servindo a Deus e aos homens.&lt;br /&gt;O inocente foi crescendo e recebendo duas orientações diferentes, ambas, contudo, levando-o a caminhos parecidos. A mãe ensinou a ter amor e caridade, como ensinou seu xará, Jesus Cristo. O pai fê-lo entender que os homens e mulheres do mundo inteiro devem viver em paz e fraternidade. Ambos o ensinaram a repartir o pão. Ambos o ensinaram que os homens são todos irmãos, por Deus ou pela dialética.&lt;br /&gt;Aprendeu e foi um bom menino e um homem de bem. Foi ainda mais longe. Jamais quis receber alguma coisa pelo bem que praticava. Acreditava que o bem se satisfaz por si próprio. Se fizesse o bem para ganhar o céu, se andasse direito para ser promovido no emprego, se espalhasse boas palavras para conduzir multidões, estaria trabalhando em causa própria.&lt;br /&gt;O bem praticado em troca de alguma coisa não é bem. Fiel a esse pensamento, nunca teve uma religião, e nunca aderiu a qualquer ideologia ou partido político.&lt;br /&gt;Assim viveu, como um santo ou um filósofo. Nunca teve nada, mas encheu o mundo de idéias e de filhos. As idéias, como todo pensamento generoso, foram esquecidas ou deturpadas. Os filhos cresceram e se multiplicaram em netos. Nenhum puxou ao pai ou ao avô. Todos foram criaturas normais e mais ou menos felizes, mais ou menos infelizes, contribuindo para que o mundo continuasse a girar na mesma órbita.&lt;br /&gt;Como tudo que é mortal, Jesus Trotsky morreu, velho, pobre, mas realizado. Foi para o Inferno. Deus achou que tanto desapego era petulância.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-1593703162000530189?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/1593703162000530189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=1593703162000530189' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/1593703162000530189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/1593703162000530189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2009/02/jesus-trotsky-mais-do-que-bom.html' title='Jesus Trotsky, mais do que bom'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-7284343926865912891</id><published>2008-11-26T21:23:00.002-02:00</published><updated>2008-11-26T21:33:30.732-02:00</updated><title type='text'>Quem rouba um cego...</title><content type='html'>Ariosto entrou no ônibus e sentou-se no banco que fica atrás do motorista, reservado às pessoas portadoras de deficiência ou idosas. Trazia sua bengalinha, prova de sua deficiência visual. O banco estava vazio, e ele sentou junto à janela. Entrou, no ponto seguinte um sujeito estranho, que depois de parar por alguns segundos em frente à catraca, sentou-se junto a ele, ao corredor.&lt;br /&gt;Era um mulato alto e forte, e parecia muito alegre. Entrou cantarolando, de modo espalhafatoso, e estendeu a mão a Ariosto, cumprimentando-o ruidosamente. Fez perguntas, comentou vários assuntos, como se fossem velhos conhecidos. Ariosto ia respondendo por monossílabos. O estranho cumprimentou também o motorista, fazendo-o estender o braço direito para trás sem deixar a direção do coletivo.&lt;br /&gt;Alguns minutos depois levantou-se e pediu ao motorista que o deixasse no ponto seguinte, alegando não ter dinheiro para a passagem. "Nós não somos amigos, meu camarada?" O motorista, fazendo gestos indicando que o cara era pinéu, começou a encostar o ônibus.&lt;br /&gt;De maneira casual, automática, Ariosto colocou a mão no bolso direito da calça e percebeu que estava vazio.&lt;br /&gt;- Não abra a porta, motorista! Esse sujeito me roubou!&lt;br /&gt;O motorista deu uma freada brusca. O sujeito fez cara de espanto e nem abriu a boca para protestar. Os demais passageiros, quase ao mesmo tempo, levantaram-se e passaram a xingá-lo, e só não o agredram fisicamente porque a catraca o impedia. Logo surgiu uma viatura da polícia, que intimou o motorista a abrir a porta.&lt;br /&gt;O indivíduo não esboçou qualquer gesto de fuga. Ariosto e o motorista, falando ao mesmo tempo, explicaram o que acontecia.&lt;br /&gt;Os policiais apenas escutaram com certa impaciência, pedindo que cada um falasse por sua vez. Depois os homens da "justa" agarraram o cara e colocaram, aos trancos, no porta-mala da viatura, sem que ele esboçasse qualquer reação. Convidaram Ariosto a entrar na porta da frente, anotaram os dados do motorista, para ouvi-lo posteriormente, e intimaram três passageiros a acompanhá-los até a chefatura, como testemunhas. Ao contrário do que costuma acontecer, todos concordaram, e se fosse preciso haveria mais testemunhas. Todos se indignam contra ladrões, principalmente contra quem tem coragem de roubar um pobre ceguinho.&lt;br /&gt;- Eu tinha vinte e dois reais no bolso da calça - explicou Ariosto à autoridade. - Uma nota de dez, duas de cinco, uma de dois e uma de um real. Esse cidadão sentou-se ao meu lado, começou a tagarelar, e quando levantou-se, notei falta do meu dinheiro. Só pode ser ele.&lt;br /&gt;- Como o senhor pode ter certeza dessa quantia, e de quantas notas, exatamente, levava? - perguntou o comissário.&lt;br /&gt;Sou deficiente visual, e por isso mesmo sou obrigado a prestar muita atenção em tudo que faço. Sempre que saio de casa levo o dinheiro que tenho, contadinho. Anoto mentalmente tudo que gasto, e quando volto guardo direitinho, junto com os documentos, numa caixinha que tenho, na&lt;br /&gt;primeira gaveta da cômoda, à esquerda. Tenho um resíduo de visão, e sei distinguir o valor das cédulas. Das moedinhas, não.&lt;br /&gt;O comissário e o escrivão riram, comentando que dinheiro até cego conhece. Ariosto continuou.&lt;br /&gt;- No domingo eu tinha uma nota de cinqüenta reais. Fui, com minha irmã, meu cunhado e meus sobrinhos, um menino de oito anos e uma menina de seis anos a uma macarronada provida pela paróquia do nosso bairro. Moro com eles, num quartinho que eles construíram nos fundos. Levei também uma filha que tenho com a ex-mulher. Ela tem dezesseis anos. Minha irmã e meu cunhado já tinham convite, as crianças não pagam. Comprei convites para mim e para a minha filha. Cada um custa cinco reais. Deram o troco em duas notas de dez, quatro de cinco, uma de dois e uma de um real. Comprei seis refrigerantes, a dois reais cada. Voltei para casa com vinte e oito reais.&lt;br /&gt;Aceitou um cafezinho que lhe ofereceram para acalmá-lo. O acusado, mudo e trêmulo, fez um gesto com as mãos, recusando. Nem parecia aquele cara tagarela do ônibus.&lt;br /&gt;- Na segunda-feira eu não saí de casa - continuou Ariosto contando.&lt;br /&gt;- Na terça-feira fui a um curso de adaptação para deficientes visuais que freqüento às terças e&lt;br /&gt;quintas-feiras. Levei os vinte oito reais e comprei uma rifa de cinco reais para a instituição. Ontem não saí de casa, não gastei nada. Hoje, quinta-feira, eu só tinha que ter os vinte e três reais que falei.&lt;br /&gt;O suspeito foi interrogado. Chamava-se Warley, tinha vinte e oito anos, era casado, tinha cinco filhas, todas meninas, morava numa favela e estava desempregado. Levaram-no a uma sala especial, tiraram-lhe toda roupa e examinaram detidamente, até suas partes íntimas, e nada acharam. O rapaz não tinha um centavo. Trazia apenas seu RG e uma carteira profissional, sem anotação de emprego nos últimos oito meses. Anteriormente, porém, trabalhara como ajudante em uma obra. Não tinha ficha na Polícia.&lt;br /&gt;- Sinto muito, seu Ariosto, mas quase nada podemos fazer - disse o comissário. - Mandarei inspecionar o ônibus na garagem, mas dificilmente acharemos o dinheiro ou alguma coisa que prove o roubo. O senhor, seu Warley, está dispensado por enquanto. Pode ir embora, mas não se ausente de casa por mais de vinte e quatro horas, pelo menos nos próximos três meses. O senhor pode ser intimado a qualquer momento.&lt;br /&gt;Ariosto despediu-se cordialmente de todos, agradecendo pela colaboração.&lt;br /&gt;No fundo, porém, lamentava a inépcia da Polícia, incompetente para resolver um caso tão simples. Não lamentava a quantia perdida, pois quase não precisava de dinheiro. O que doía era ter sido lesado. Não havia tempo, nem ele tinha disposição para ir ao curso naquele dia. Voltou para casa.&lt;br /&gt;Ao chegar, guardou religiosamente os documentos na caixinha de plástico branca, na primeira gaveta, à esquerda da cômoda. Ao olhar para o fundo da tal caixinha, la estava o dinheiro, dobradinho, como deixara na terça-feira. Uma nota de dez, duas de cinco, uma de dois e uma de um real.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-7284343926865912891?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/7284343926865912891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=7284343926865912891' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/7284343926865912891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/7284343926865912891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2008/11/quem-rouba-um-cego.html' title='Quem rouba um cego...'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-9162019089737300966</id><published>2008-11-26T21:21:00.000-02:00</published><updated>2008-11-26T21:23:32.777-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='criança sonho infância poesia tempo'/><title type='text'>Sonhos</title><content type='html'>Eu já fui um astronauta, fui piloto de avião, fui o bom do bang-bang,&lt;br /&gt;fui índio e fui vilão, fui herói de muitas guerras, fui perigoso espião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui tudo que quis ser&lt;br /&gt;da maneira que gostava,&lt;br /&gt;pois eu era uma criança&lt;br /&gt;e pela vida sonhava,&lt;br /&gt;que era tudo que eu sonhava, ser gente grande.&lt;br /&gt;Tinha pressa, muita pressa, mas o tempo não passava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora meu tempo passa,&lt;br /&gt;corre que ninguém alcança.&lt;br /&gt;De repente fiquei velho,&lt;br /&gt;criei banha, criei pança,&lt;br /&gt;e meus sonhos de aventura&lt;br /&gt;só ficaram na lembrança.&lt;br /&gt;Só tenho um sonho impossível,&lt;br /&gt;é voltar a ser criança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-9162019089737300966?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/9162019089737300966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=9162019089737300966' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/9162019089737300966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/9162019089737300966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2008/11/sonhos.html' title='Sonhos'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-6398760671030599690</id><published>2008-10-30T21:17:00.000-02:00</published><updated>2008-10-30T21:19:40.276-02:00</updated><title type='text'>Macunaíma 2010, candidato certo</title><content type='html'>Tendo em vista o resultado das eleições municipais em todo país, acho que tenho o candidato para a sucessão presidencial. É Macunaíma, o herói imortal de Mário de Andrade. Com ele não haverá problemas étnicos e raciais, pois ele é ao mesmo tempo branco, negro e índio. Adapta-se a qualquer situação e tem uma qualidade primordial: não tem nenhum caráter. É um ícone da política brasileira dos nossos dias.&lt;br /&gt;Antes que alguém me encoste no muro, esclareço que não me refiro especificamente a Guarulhos. Aqui, apesar da baixaria da campanha (que já faz parte do jogo) e da gastança com panfletagem e carros de som (que parece ser inevitável) dos dois finalistas, pelo menos  a campanha desenvolveu-se entre os dois grandes partidos brasileiros, PT e PSDB. Venceu o primeiro, ponto para Lula. No resto do país, porém, nenhum deles teve grande performance.&lt;br /&gt;Na maioria dos municípios a vantagem foi do PMDB. Ora (dirão os governistas), o partido faz parte da base de apoio, a vitória foi nossa. Os oposicionistas, porém, lembram que na maioria dos casos o PMDB encarou de frente e derrotou o PT.&lt;br /&gt;Na capital paulista, a maior e mais importante cidade do país, o partido de Quércia ajudou a derrotar dona Marta, menina dos olhos de Lula. E ainda, o ex-governador afirmou que apoiará José Serra para a presidência e que é importante derrotar o PT. Qualquer que seja o presidente eleito, o partido estará no governo, usufruindo de suas benesses. Nesse quadro, quem melhor do que o herói andradeano para presidir a coisa?&lt;br /&gt;Por falar em Marta, ela acusou Kassab de ter sido malufista, esquecendo-se que o partido de Maluf, o PP, faz parte da base aliada. Lula nem deveria tê-la apoiado no primeiro turno, pois havia dois candidatos governistas na disputa.&lt;br /&gt;Há muita gente séria, principalmente historiadores, querendo mudar nossa História. A nação aguarda ampla reforma política e de costumes para colocar os políticos na linha e educar o eleitorado. Mas isso não é nada fácil, e o nosso candidato sem nenhum caráter resumiu sua opinião a respeito numa frase histórica: “Ai, que preguiça!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-6398760671030599690?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/6398760671030599690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=6398760671030599690' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/6398760671030599690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/6398760671030599690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2008/10/macunama-2010-candidato-certo.html' title='Macunaíma 2010, candidato certo'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-7879566359687334624</id><published>2008-08-29T00:18:00.000-03:00</published><updated>2008-08-29T00:19:12.878-03:00</updated><title type='text'>Muito faz quem não aborrece</title><content type='html'>No último sábado, dia 23, passei quase o dia inteiro na Casa dos Cordéis, ponto de Cultura situado no Anel Viário, Gopoúva. À tarde houve um sarau, e durante todo dia apareceram pessoas interessadas em conhecer o espaço. É muito agradável permanecer algumas horas naquele aprazível casarão dos Nader. Lá pelas tantas, porém, pouco antes do meio-dia, estacionou num dos canteiros um desses carros de propaganda e lá permaneceu algumas horas, fazendo um estardalhaço dos diabos. Cantarolava um desses jingles chatos que não primam nem pela qualidade poética nem pelo valor musical. Depois aparecia a fala de um cara se apresentando como candidato a vereador e prometendo lutar pela população do bairro. Esportes, saneamento básico, melhor transporte, escolas, saúde, educação e outros lugares comuns eram repetidos pelo candidato, sem o menor esforço de imaginação.&lt;br /&gt;Depois, a mesma voz, usando agora a terceira pessoa, repetia o nome do candidato e citava, seguidamente, uma dezena de milhar. Depois começava tudo de novo, depois outra vez, depois novamente, sem se incomodar com o ouvido de quem, por acaso, passasse por ali. Trabalhadores do Saae que executavam um serviço no local começaram a fazer piadas sobre o tal candidato.&lt;br /&gt;Já tenho meu candidato a prefeito. Ainda não sei em quem votarei para vereador. E não é por falta de opção, como dizem os pessimistas. Ao contrário, conheço pelo menos uma dezena de pessoas sérias e decentes nos mais diversos partidos políticos, nos quais eu sei que meu voto não seria perdido, embora não espere deles nenhum milagre.&lt;br /&gt;Uma coisa é certa: nesse tal candidato (está me dando comichão de falar seu nome) jamais votaria, em hipótese alguma. E tenho a impressão que todas as pessoas que permaneceram no local por algum tempo terão a mesma decisão. O tal candidato parece-me que fez papel de bobo, gastando tempo e dinheiro para deixar o povo bronqueado com ele.&lt;br /&gt;Um amigo meu disse que não vota em candidato que faz barulho pela rua. Talvez ele exagere, pois de alguma forma os candidatos precisam divulgar sua disposição. Um pouquinho de inteligência, porém, não faz mal a ninguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-7879566359687334624?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/7879566359687334624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=7879566359687334624' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/7879566359687334624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/7879566359687334624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2008/08/muito-faz-quem-no-aborrece.html' title='Muito faz quem não aborrece'/><author><name>li</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VogOo7joq2o/Sf-huGyFKII/AAAAAAAAA7s/76T8KGVVbEg/S220/Minhacriacao6.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-4825289318954807682</id><published>2008-08-21T15:47:00.001-03:00</published><updated>2008-08-21T15:47:35.986-03:00</updated><title type='text'>Trocando os pés pelo traseiro</title><content type='html'>Dia desses, eu estava num ponto de ônibus, esperando por alguém. Era um desses pontos de parada completos, instalados por alguma administração pública, não me lembro quando, com banco e tudo mais. E estava intacto. Isso porque grande parte desses pontos já foram depredados por vândalos, essa praga dos dias de hoje. São talvez uma parte mínima da população, se divertem em fazer o mal e causam estragos para toda a gente. Depois, critica-se as administrações públicas pelos grandes problemas urbanos, causados por esses animais  não-civilizados.&lt;br /&gt;Ao meu lado, havia um garotão, aparentando uns vinte anos, bem vesitdo, de roupa esportiva, não tendo nada que lembrasse um animal. So que, em vez ´de sentar como as pessoas sensatas fazem, estava com o traseiro no encosto e os pés no lugar onde se costuma colocar a parte mais caluda do corpo. Tive ímpeto de perguntar-lhe porque fazia isso, e como ele se sentava em sua casa, à mesa das refeições. Me contive, para evitar uma resposta atravessada e para não parecer um velho rabujento. Esse jeito de sentar-se é uma das manias entre jovens e adolescentes de ambos os sexos, e até com alguns adultos. Será que essa gente não sabe qual é o lugar dos pés e qual é o lugar do traseiro. Talvez a alegação é que os outros fazem isso e eles têm medo de sujar sua calça. Mas de onde partiu essa mania? É a velha história da galinha e dos ovos: quem nasceu primeiro?&lt;br /&gt;O piso do ponto é mais elevado do que o da calçada normal, outra boa iniciativa da administração municipal, para que as pessoas notadamente idosos e doentes, não tenham que fazer muito esforço para embarcar. mas não há um só motorista que encoste seu veículo nesse piso. As pessoas têm que descer até o nível da rua e depois levantar as pernas para levantar. Aí parece uma condição corporativa. Por que será que acontecem essas coisas?&lt;br /&gt;Cidadania é a palavra da moda. É explicada nas escolas, em campanhas educativas e aborda uma série de coisas particulares que prejudicam a todos. Jogar lixo no chão, jogar ponta de cigarro em qualquer lugar, sujar rios e córregos, pixar muros e paredes, enfim, uma série de coisas que todo mundo já sabe que não deve fazer. Mas essa dos pontos de ônibus parece que ainda não foi abordada por ninguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-4825289318954807682?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/4825289318954807682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=4825289318954807682' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/4825289318954807682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/4825289318954807682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2008/08/trocando-os-ps-pelo-traseiro.html' title='Trocando os pés pelo traseiro'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-5498233241995475534</id><published>2008-08-14T20:13:00.001-03:00</published><updated>2008-08-14T20:13:13.461-03:00</updated><title type='text'>Uma roupa cara que não cai bem</title><content type='html'>Que me perdoe a alma de Ulisses Guimarães, um raro estadista num país de tantos politiqueiros. Mas a sua obra-prima, a Constituição Cidadã, que ele alinhavou com tanto esmero, ficou bonita, bem costurada mas não cai bem no corpo (e na alma) do cliente, ou seja, do Brasil. Não quero com isso diminuir o país onde nasci, em que vivo e ao qual quero bem, mas somos latino-americanos e mestiços, não escandinavos. Não que sejamos piores que os suecos, dinamarqueses e noruegueses. Em alguns pontos, somos até melhores do que eles, pois somos alegres, não temos racismo nem preconceito contra imigrantes. Em compensação, somos rebeldes, indisciplinados, folgados, loucos para dar um jeitinho e levar vantagem em tudo. Isso pode ser um defeito ou uma qualidade, dependendo do ângulo que se olhe.&lt;br /&gt;A Constituição de 1988 seria ótima para povos mais organizados e disciplinados. Para países de Primeiro Mundo, se considerarmos essa classificação em termos de cultura, educação e civilização, e não de poderio bélico e econômico, como os Estados Unidos. Depois de vinte anos de jejum, a população pensante do país estava sequiosa de cidadania, de direitos humanos e outros direitos. os constituintes capricharam e erraram na dose. O resultado é que temos direitos demais, principalmente para os humanos que não são direitos. O grosso da população, coitado, não tem nem direito de ficar sozinho na porta de sua casa, ou de ir até a esquina sem medo de ser assaltado. Políticos e empresários corruptos, criminosos organizados ou não, de colarinho branco ou sem colarinho, conhecem de cor e salteado todas as leis e sabem aproveitá-las para se livrar do castigo merecido. Tem-se a triste impressão que a nata da inteligência brasileira está entre corruptos e bandidos.&lt;br /&gt;Um exemplo típico dessa hemorragia de “direitos humanos” (e bota aspas nisso), é o caso recente de um perigoso bandido que teve sua sentença de prisão anulada e foi libertado porque apresentou-se ao julgamento com as mão algemadas, o que contraria o sensível coraçãozinho dos nossos juristas. Não acredito que a Justiça esteja deliberadamente querendo defender bandidos e corruptos. A única explicação para isso, é que além de cega, a coitadinha é burra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-5498233241995475534?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/5498233241995475534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=5498233241995475534' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/5498233241995475534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/5498233241995475534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2008/08/uma-roupa-cara-que-no-cai-bem.html' title='Uma roupa cara que não cai bem'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-8258506691124808451</id><published>2008-08-11T16:05:00.000-03:00</published><updated>2008-08-11T16:06:43.483-03:00</updated><title type='text'>Como nossos edis gastam seu latim</title><content type='html'>A Câmara Municipal aprovou nesses últimos dias dois projetos de lei visando a alterar o brasão do município, que foi criado em 1932 pelo major Ariovaldo Panades, interventor federal em Guarulhos, imposto pela ditadura de Vargas.&lt;br /&gt;Nessa época, a Câmara Municipal estava fechada e o projeto só foi sancionado em 7 de setembro de 1971. Em 1991, sofreu algumas alterações, propostas pelo bacharel Sílvio Orique Fragoso, diretor de Cultura do município na gestão do prefeito Paschoal Thomeu.&lt;br /&gt;A primeira emenda é do presidente da Casa, Paulo Carvalho, do PR, e propõe a inclusão de mais duas figuras no brasão, que já tem um índio e um português, primeiros habitantes do aldeamento de Nossa Senhora da Conceição de Guarulhos: quer que seja incluído um negro e uma mulher.&lt;br /&gt;O segundo é de Adilson Valente, do PC do B, e quer que o dístico em latim "Vere Pavlistarvm Sangvis Mevs" (em latim o v substitui o u), que significa "Meu Sangue é Verdadeiramente Paulista", seja traduzido para o português. Essa proposta foi rebatida pela Academia Guarulhense de Letras, foro indicado para essas questões.&lt;br /&gt;Os acadêmicos Darci Pannochia, Plínio Tomaz e Ari Badini já se manifestaram e esperam que o prefeito Elói Pietá, professor de História, vete o projeto. O vereador entende que Pavlistarvm significa paulistano, mas Baddini lembra que na época da fundação de Guarulhos não existia o Estado de São Paulo.&lt;br /&gt;Paulista é o nome que se dava aos bandeirantes que moravam em São Paulo de Piratininga, que não era capital de coisa alguma, e não existia a palavra paulistano.&lt;br /&gt;O primeiro projeto passou sem maior celeuma, mas eu, que não entendo de latim e nem de heráldica, acho esquisito, não menosprezando os negros nem as mulheres. Mas será que cabe tanta gente no brasão?&lt;br /&gt;O mais fácil seria colocar-se uma mulher negra, representando a etnia e o sexo esquecido. Se colocarem uma mulher branca terão que colocar também uma mulher negra e uma índia e talvez casais de japoneses, árabes e de outros povos que formam o nossa raça. Mas afinal, isso é um brasão ou uma lotação?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-8258506691124808451?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/8258506691124808451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=8258506691124808451' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/8258506691124808451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/8258506691124808451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2008/08/como-nossos-edis-gastam-seu-latim.html' title='Como nossos edis gastam seu latim'/><author><name>li</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VogOo7joq2o/Sf-huGyFKII/AAAAAAAAA7s/76T8KGVVbEg/S220/Minhacriacao6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-8268230623352947586</id><published>2008-08-11T15:49:00.000-03:00</published><updated>2008-08-11T15:50:23.628-03:00</updated><title type='text'>A divina novela por linhas tortas</title><content type='html'>Na minha opinião, um dos personagens mais marcantes da teledramaturgia brasileira é Sassá Mutema, da novela "O Salvador da Pátria", de Dias Gomes, na TV Globo. É interpretado pelo grande ator Lima Duarte, especialista nesse tipo de papel.&lt;br /&gt;Protótipo do matuto mineiro, da região mais seca e pobre do estado, é analfabeto e ingênuo, mas dono de uma grande filosofia, aprendida em sua vida difícil, provocada mais pelos políticos corruptos de sua região do que pela natureza. Uma professora abnegada ensina-o a ler e a escrever, dá-lhe noções de cidadania e ele se torna líder de sua gente e acaba se elegendo prefeito. O poder sobe-lhe à cabeça, envolve-se com traficantes e faz mil e uma trapalhadas.A vida às vezes imita a arte, mas de forma imperfeita.&lt;br /&gt;No Brasil de hoje, na vida real, temos um exemplo disso. Um cidadão nascido no paupérrimo sertão de Pernambuco imigrou para São Paulo, exerceu várias profissões humildes, empregou-se numa grande metalúrgica e se transformou num grande líder sindical. Ao lado de destacados membros da intelectualidade nacional, teve papel preponderante na redemocratização do país.Fundou um partido político, meteram-lhe na cabeça que deveria ser presidente da República e ele gostou da idéia. Não quis começar por baixo, aprendendo aos poucos a cozinhar esse indigesto sarapatel que é a política. Tinha pressa de salvar a pátria e acabou se elegendo e reelegendo.&lt;br /&gt;Não diria que se envolveu com o tráfico, mas foi envolvido pelos trezentos picaretas que há décadas sugam o Brasil, imunes a qualquer transformação política. Teve de fazer o jogo deles e fazer-lhes muitos agrados às custas da pátria. Esqueceu-se de seus propósitos, mas não esqueceu o discurso. Sente-se realizado à luz dos holofotes e com os índices do Ibope, que lhe dão a doce ilusão de que alguma coisa está dando certo.&lt;br /&gt;Novelas sempre têm final feliz. Sassá Mutema livrou-se dos seus problemas, regenerou-se e conseguiu desempenhar o papel de salvador da pátria. Pena que a História não é escrita por Dias Gomes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-8268230623352947586?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/8268230623352947586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=8268230623352947586' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/8268230623352947586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/8268230623352947586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2008/08/divina-novela-por-linhas-tortas.html' title='A divina novela por linhas tortas'/><author><name>li</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VogOo7joq2o/Sf-huGyFKII/AAAAAAAAA7s/76T8KGVVbEg/S220/Minhacriacao6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-3309275525774058847</id><published>2008-08-11T15:42:00.000-03:00</published><updated>2008-08-11T15:43:11.571-03:00</updated><title type='text'>A mão que faz e toca uma viola</title><content type='html'>Saraus lítero-musicais estão acontecendo em várias partes de São Paulo, numa verdadeira reação contra o que parece ser a robotização do ser humano nesta era tecnológica. Poetas, músicos e cantadores desconhecidos surgem a todo momento, mostrando que a arte está viva é é essencial neste planeta.&lt;br /&gt;Guarulhos pode ter sido a pioneira neste trabalho, pois há quase quarenta anos acontece, mensalmente, o Recital Aberto de Poesia, na biblioteca Monteiro Lobato. Hoje, acontecem também saraus mensais no IPC, na Casa dos Cordéis e no Johrei, da Igreja Messiânica Mundial de Guarulhos, além de outros eventuais e esporádicos, em templos e associações diversas. Nesses eventos, atualmente, há mais músicos do que poetas.&lt;br /&gt;José Barbosa da Silva, ou simplesmente Barbosa, é uma das figuras indispensáveis nesse reduto. Ele executa no violão peças clássicas do cancioneiro popular brasileiro e internacional e, na viola, o melhor da música regional daqui do sudeste, também chamada música caipira. Nascido em 1948, em Tupi Paulista, na região da Alta Paulista, perto de Dracena, veio para Guarulhos em1980, estudou violão clássico e harmônica, e aprendeu sozinho a tocar viola, influência da gente do interior.&lt;br /&gt;Marceneiro de profissão, trabalhou em importantes fábricas de móveis de estilo. Mas, um dia, decidiu ser seu próprio patrão e fazer o que mais gosta. Agora, fabrica artesanalmente, em sua casa, violas e violões, que levam o selo Barbosa, e tem uma boa clientela de músicos caprichosos, que gostam de ter seu instrumento ao seu gosto.&lt;br /&gt;Existem vários fabricantes pequenos de instrumentos musicais, em contraste com as grandes indústrias internacionais. Estes diferem daqueles pela forma caprichosa com que fazem seus instrumentos, ao gosto do freguês exigente, na acústica e na aparência. Quem produz instrumentos de corda é chamado de luthier.&lt;br /&gt;Barbosinha afirma que faz cerca de quatro a cinco instrumentos por mês e tem como principal cliente a Orquestra Paulistana de Violas. Ele está preparando uma palestra musicada, que realizará brevemente na Casa dos Cordéis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-3309275525774058847?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/3309275525774058847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=3309275525774058847' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/3309275525774058847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/3309275525774058847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2008/08/mo-que-faz-e-toca-uma-viola.html' title='A mão que faz e toca uma viola'/><author><name>li</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VogOo7joq2o/Sf-huGyFKII/AAAAAAAAA7s/76T8KGVVbEg/S220/Minhacriacao6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-5884223707117572386</id><published>2008-08-07T19:04:00.000-03:00</published><updated>2008-08-07T19:05:08.832-03:00</updated><title type='text'>Reza profana para um homem bom</title><content type='html'>Hoje vou contar a história de um homem bom. Bom demais para ser verdade. Um homem que acreditava na igualdade entre as pessoas, se revoltava contra as injustiças e vivia todas essas coisas que os poetas, os filósofos e os políticos usam em seus discursos. Realmente não gostava de dinheiro. Era funcionário público federal concursado, ganhava bem, e se desgostava com isso. Ao receber o pagamento, ficava pensando naqueles que trabalham muito e ganham muito. Ao receber uma promoção, ficou chateado, e não aceitou o cargo que lhe ofereceram numa cidadezinha do interior, com a qual nós, seus filhos, sonhávamos acordados. O Estado lhe daria uma casa, e ele não achava isso justo.&lt;br /&gt;Era um homem sisudo, as vezes rabujento, porque gostava das coisas certas. Ficava mal-humorado com freqüência, por qualquer coisa que o revoltasse, e quando chegava em casa de cara fechada, acabava-se a brincadeira das crianças. Eu perdia a inspiração para contar histórias a mim mesmo, uma mania que herdei dele.&lt;br /&gt;Confesso que as vezes tinha medo dele, as vezes me revoltava, embora, felizmente, guardasse para mim a revolta. Nunca fui mal-criado, e isso salva a minha consciência. Um dia fui embora de casa e, então, parece que a minha amizade com ele se solidificou. Nos últimos dias de sua vida, esclerosado, preso a uma cama de hospital, esperava que eu, como jornalista, fosse libertá-lo. E eu, doce mentiroso, prometia que sim. Dava-lhe cigarros, escondido de minha mãe, severa guardiã de sua saúde. Se não havia recuperação, porque privá-lo do prazer? Não sei se errei, mas foi uma tentativa de generosidade da minha parte que espero que me compense pelas vezes em que me aborreci com ele.&lt;br /&gt;Não sou religioso mas creio nas coisas boas que todas religiões têm. Não sei, se ao morrer, nossas almas descansam eternamente na luz ou nas trevas, conforme nossa vida pregressa, como querem os católicos; ou se voltam para nova vida, como querem os espíritas. Aonde quer que ele esteja, porém, espero que entenda minha admiração por ele, e me perdoe por não tê-lo compreendido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-5884223707117572386?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/5884223707117572386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=5884223707117572386' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/5884223707117572386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/5884223707117572386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2008/08/reza-profana-para-um-homem-bom.html' title='Reza profana para um homem bom'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-6468465978436591443</id><published>2008-07-31T15:31:00.002-03:00</published><updated>2008-07-31T15:35:10.845-03:00</updated><title type='text'>Um matuto urbano e o seu paletó</title><content type='html'>No verão de 1978, eu estava com meu amigo Nício Pinhal de Souza tomando cerveja na padaria Símbolo, que ficava na esquina rua Dom Pedro II com a Padre Celestino. Estava com camiseta de malha, bermudas e chinelos de dedo. &lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Na época eu podia usar chinelos de dedo, porque ainda tinha o dedão do pé direito. Cerveja já não podia tomar, pois o diabetes é meu velho companheiro de jornada. Mas eu não dava importância a ele, e bebia. &lt;/span&gt;Eis senão quando surgem à porta do estabelecimento dois ilustres amigos meus. Um era o doutor Assis de Almeida, advogado e empresário da cidade e o outro o saudoso jornalista Onofre Leite, que valorizou intensamente a imprensa de Guarulhos e do ABC. Eles estranharam a minha situação, e perguntaram se eu não ia tomar posse na Academia Guarulhense de Letras, da qual eu e o Onofre éramos co-fundadores, ao lado de outros valorosos espíritos da cidade e cuja solenidade dar-se-ia dali a poucas horas. Eu havia me esquecido totalmente.&lt;br /&gt;O Onofre morava lá mesmo, na Padre Celestino, e foi para seu apartamento enfatiotear-se. O professor Assis, por sua vez, me levou à sua casa, onde tomei banho e ali mesmo deixei a bermuda, a camiseta, a sandália e até as cuecas. O advogado se encarregou de me deixar vestido para a ocasião, dando-me o terno, a camisa, a gravata, a cueca e um belo par de sapatos.O paletó era um pouco maior do que eu, mas para quem nunca se preocupou com a aparência, como é meu caso, estava ótimo. Logo, pegamos novamente o Onofre e nós três nos dirigimos à FIG, onde a solenidade já estava preparada e o nosso atraso já estava preocupando os demais confrades.&lt;br /&gt;Todo acadêmico, ao ser escolhido, escolhe um escritor conhecido para ser seu patrono. Eu, desleixado como sempre, nem havia pensado no caso. Deram-me então o nome de Vicente de Carvalho. Sorte minha, pois esse patrono foi um grande poeta paulista, natural de Santos, autor de poemas românticos, falando do amor e do mar. Sua poesia é mais conhecida, porém, é uma infantil, denominada “A Fonte e a Flor”. Além disso, o poeta foi um grande empreendedor, e criou o serviço de lanchas entre Santos e Guarujá. O bairro onde as embarcações aportam, até hoje chama-se Vicente de Carvalho.&lt;br /&gt;Após trinta anos, eis que serei presidente por dois anos desse móvel sodalício, que talvez eu não soube valorizar como deveria. Vou fazer o melhor que posso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;* O texto em destaque foi suprimido da publicação no Diário de Guarulhos, devido ao espaço limitado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-6468465978436591443?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/6468465978436591443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=6468465978436591443' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/6468465978436591443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/6468465978436591443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2008/07/um-matuto-urbano-e-o-seu-palet.html' title='Um matuto urbano e o seu paletó'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-8881569840466800950</id><published>2008-07-17T15:58:00.000-03:00</published><updated>2008-07-17T16:03:04.236-03:00</updated><title type='text'>Como não resolver grandes problemas</title><content type='html'>Um assunto da moda, além dos crimes de colarinho branco e da nossa inflação, é a draconiana lei seca, que visa não impedir que pessoas embriagadas dirijam perigosamente, mas punir qualquer pessoa que tome qualquer coisa alcoólica. É verdade que os índices de morte por acidente diminuiram, e parece que a maioria da população aplaude essa puritana idéia. Sou obrigado a ir contra a maré porque sou contra a inustiça.&lt;br /&gt;Se a lei for levada a sério, acabam-se as festas de confraternização, encontros culturais e muita vida inteligente que tem como endereço bares e botecos da cidade. Não se nega a meritória intenção do governo ao propor tal lei, mas sabe-se que de boas intenções o inferno está cheio.&lt;br /&gt;Há muito tempo, pelos mesmos princípios puritanos, alguns municípios proibiram o funcionamento de bares após as 22 horas, sob alegação que muita violência acontece em alguns botecos pela noite a dentro. Isso lembra a surradíssima piada do sujeito cuja esposa o traía em seu sofá predileto da sala. Como vingança, ele vendeu o sofá.&lt;br /&gt;Outra novidade é a lei da capital que proíbe a circulação de caminhões pelo centro da cidade. Nobilíssima intenção do prefeito, pois não os congestionamentos estrangulam a cidade como a poluição mata a população indefesa. Em contrapartida, porém, o transporte encarece e o custo de vida, que já anda nas alturas, sobe mais um pouco. E o rodízio de veículos? Penaliza quem tem um carrinho e precisa dele para trabalhar enquanto os mais ricos que possuem dois carros se viram à vontade.&lt;br /&gt;Problemas existem sim, e não se sabe como resolvê-los. No caso do congestionamento do trânsito e da poluição pela queima de combustíveis todos sabem a solução: seria melhorar o transporte coletivo, principalmente ferroviário e metroviário, por tração elétrica. Isso resolveria também o problema de quem gosta de bebericar à noite e poderia voltar para casa sossegado, sem ter que dirigir. É claro que isso não pode ser feito da noite para o dia.&lt;br /&gt;Qual a solução a curto prazo? Se algum candidato disser que a tem, não vote nele, que é mentiroso. O que não vale é arrumar soluções que não valem nada e que prejudicam uma parcela da população.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-8881569840466800950?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/8881569840466800950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=8881569840466800950' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/8881569840466800950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/8881569840466800950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2008/07/como-no-resolver-grandes-problemas.html' title='Como não resolver grandes problemas'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-4212265869694029566</id><published>2008-06-26T17:40:00.000-03:00</published><updated>2008-06-26T17:41:10.981-03:00</updated><title type='text'>A razão estará com o avestruz?</title><content type='html'>Para quem quiser fazer uma fezinha no mês de outubro, aqui vai uma dica: aposte no avestruz. É aquele bicho que come tudo, até pedras e, segundo a lenda, quando se vê em perigo, enfia a cabeça no primeiro buraco que encontra. Não vendo o perigo, pensa que está livre dele. Pois tem muita gente que também é assim, principalmente com relação à situação do país e do mundo.&lt;br /&gt;É muito comum atualmente ouvir-se pessoas comentando que não vão votar em ninguém nas próximas eleições, pois todos os políticos são iguais. “Se ninguém votar, eles vão ver que estamos descontentes”, dizem. Eles quem? Para essas pessoas, o negócio é deixar a coisa andar, e permitir que os mesmos picaretas continuem a fazer suas picaretagens.&lt;br /&gt;O pior é que não são pessoas despreparadas, sem instrução, alienadas. São professores, estudantes universitários, pessoas que têm posição política, escrevem e fazem discursos. Todos eles têm idéia do que seria melhor para o país e para o mundo, mas entendem que nenhum dos partidos existentes e nenhum dos políticos rima com suas idéias. Se eximem da responsabilidade que a democracia lhes oferece.&lt;br /&gt;Eu discordo dessa posição, mas não encontro argumentos para dissuadir esses pessimistas da sua política de avestruz. Os políticos que estão na praça realmente, tanto na situação como na oposição, não se esforçam para merecer a confiança. Eles mudam freqüentemente, quando são oposição criticam algumas práticas, quando são governo, as praticam. É o caso do CSS, antiga CPMF, criada no governo PSDB-PFL e criticada pelo PT e partidos de esquerda; agora defendida pelo governo petista e criticada pela oposição.&lt;br /&gt;Existem políticos honestos em todos os partidos, em ambos os grupos, situação e oposição. Este ano as eleições são municipais, mas em 2010 é que a coisa vai ser para valer, e a responsabilidade do eleitorado será maior ainda. Sabemos que mesmo os políticos mais sérios não consertarão o mundo, pois estão presos a compromissos de grupo, à ética partidária e interesses imediatos do próprio eleitorado. Numa democracia, cada povo tem o governo que merece. Mas se o povão está perdido, os formadores de opinião têm como criar nova mentalidade política e não esconder a cabeça como avestruz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-4212265869694029566?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/4212265869694029566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=4212265869694029566' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/4212265869694029566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/4212265869694029566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2008/06/razo-estar-com-o-avestruz.html' title='A razão estará com o avestruz?'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-3105075972837770510</id><published>2008-06-05T18:24:00.000-03:00</published><updated>2008-06-05T18:25:52.134-03:00</updated><title type='text'>O verde é nosso, vamos destruí-lo</title><content type='html'>“A Amazônia é nossa e ninguém tasca”, gritamos todos nós, brasileiros, no ardor patriótico só comparável às ocasiões da Copa do Mundo ou à perspectiva do Rio de Janeiro sediar as Olimpíadas de 2016. “Se ela é nossa, podemos fazer dela o que quisermos”, murmuram alguns, pensando nos lucros com a agropecuária e a mineralogia.&lt;br /&gt;Não sei quantos são esses ecopófagos, mas sei que são pessoas importantes e poderosas, empresários e políticos ligados aos governos federal e estadual. São muito espertos, mas também meio burros. Afinal, o que lucrarão eles e o mundo se o planeta perder essa grande reserva ecológica e acabar ficando inabitável?&lt;br /&gt;Há pouco tempo, iludiamo-nos pensando que a devastação da Amazônia estava diminuindo. Hoje sabemos que o que acontece é o contrário, a devastação continua ferozmente. Pensando cá com meus botões, porém, não vejo como comemorarmos, mesmo que estivesse mesmo diminuindo. Se alguém foi assaltado em cem reais na semana passada e em cinqüenta reais nesta semana, pode rejubilar-se por ter tido prejuízo menor agora?&lt;br /&gt;O fato é que a Amazônia é objeto de cobiça internacional, e o descaso dos nossos governos pode até dar razão a esses cobiceiros. Tomara que Carlos Minc, que parece ser um homem de boa vontade, nos reabilite, embora Marina Silva, talvez uma das pessoas mais sérias desse governo, tenha fracassado.&lt;br /&gt;É verdade que a Amazônia é um santuário ecológico, patrimônio de toda a humanidade e nenhum país pode ser egoísta de querer explorá-la. Devíamos preservar as florestas, os rios, os territórios indígenas e não exigir que a região faça parte do pólo produtivo. Não sei porque que devem existir estados como Acre e Rondônia, com governos estaduais, assembléias legislativas e toda a burocracia estatal. Não seria possível criarmos uma região, um território neutro?&lt;br /&gt;Mas esse patrimônio deve ser administrado pelo Brasil, Bolívia, Venezuela, Colômbia, Equador e Guiana, protegido pelos exércitos desses países sem interferência alienígena, até porque os interesses internacionais acabam sendo interesse dos Estados Unidos. Alguém pode confiar nos americanos para preservar alguma coisa que preste?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-3105075972837770510?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/3105075972837770510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=3105075972837770510' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/3105075972837770510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/3105075972837770510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2008/06/o-verde-nosso-vamos-destru-lo.html' title='O verde é nosso, vamos destruí-lo'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-3568185039254715223</id><published>2008-05-29T13:23:00.001-03:00</published><updated>2008-05-29T13:23:30.644-03:00</updated><title type='text'>Vacas, alambiques e cachaça da boa</title><content type='html'>A Câmara dos Deputados aprovou uma lei regulando a venda de bêbidas alcoólicas nas rodovias brasileiras. Felizmente, teve o bom senso de permitir a venda dessas bebidas no perímetro urbano. Porque, com o crescimento das cidades, muitas rodovias acabam se transformando em avenidas. É o caso da estrada de Nazaré Paulista, em Guarulhos, da estrada de Itapecirica da Serra, no centro daquela cidade, e até da Raposo Tavares, em Cotia. Ainda bem que a avenida Guarulhos nunca foi denominada estrada, mesmo no tempo em que tinha essa característica.&lt;br /&gt;No entanto, no tocante a penalizar motoristas que tenham ingerido alguma bebida, ela foi drástica. Há muitos anos, eu sou um total abstêmio. Não por religião, filosofia ou qualquer princípio, mas por causa do diabetes. Os médicos me proibem tudo que eu gosto, e eu obedeço, porque gosto da vida, apesar de tudo. Mas não vejo sentido em penalizar alguém que bebeu sua cervejinha, está perfeitamente sóbrio e dirige seu carro. Quem, alcoolizado ou sóbrio, por um descuido, mata, fere ou causa prejuízo em alguém, deve responder por crime culposo, mas não doloso. Uma pena não exagerada. Qualquer pessoa que não possa responder pelos seus atos deve ser impedida de circular, para sua própria segurança e a dos outros. O resto, me parece moralismo piegas de colégio de freiras.&lt;br /&gt;Falando em estradas e em bebidas, volto à minha juventude e lembro-me de um caminho que conhecíamos como estrada do Sapopemba, que vai daquele bairro paulistano até Ribeirão Pires, no entroncamento com a rodovia que liga aquela cidade a Suzano. Passava por matas e propriedades rurais, e andei muito por lá, a pé ou de bicicleta.&lt;br /&gt;Havia um sítio onde criavam vacas, fabricavam queijo e doces, havia um alambique e minha turma era freguesa de uma pinga composta com coco, a popular coquinho. na entrada, uma placa rústica anunciava a venda de vacas, pinga de alambique, queijo, manteiga e doces.&lt;br /&gt;Quando veio a proibição da venda de bebida alcoólica em estradas, os proprietários se limitaram a riscar a palavra “pinga”, esquecendo, porém, a expressão “de alambique”, e a placa passou a anunciar a venda de “vacas de alambique”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-3568185039254715223?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/3568185039254715223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=3568185039254715223' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/3568185039254715223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/3568185039254715223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2008/05/vacas-alambiques-e-cachaa-da-boa.html' title='Vacas, alambiques e cachaça da boa'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-256071020318042445</id><published>2008-05-24T15:44:00.001-03:00</published><updated>2008-05-24T15:44:42.901-03:00</updated><title type='text'>Obsolescência ao alcance de todos</title><content type='html'>"Não sou negro, mulher, homossexual ou ex-presidiário - queixa-se meu amigo Euciel -  A quem poderei apelar?" Ele tem razão. É branco, homem, heterossexual, nunca foi preso e é poeta. Além disso, está desempregado.&lt;br /&gt; Euciel trabalhou em uma grande empresa multinacional, ganhava um salário até razoávelmas não tinha tempo de se dedicar à poesia e a outras coisas de que gostava. O trabalho que exercia tornou-se obsoleto graças (ou desgraças) ao avanço tecnológico e ele foi demitido. Agora tem tempo de sobra, mas enfrenta o duro problema da sobrevivência.&lt;br /&gt; Na realidade, todos nós, independente de sexo, raça, opção sexual ou condição social já nos tornamos obsoletos. A humanidade se divide entre ricos ou pobres. Todos submissos ao fantasma da produtividade. Os pobres se dividem em empregados ou desempregados. Os desempregados são considerados inúteis e enfrentam esse problema de sobrevivência. Os empregados ganham salários, alguns até razoáveis, têm como sobreviver mas não têm como viver e gozar os prazeres menos materiais. São peças utilitárias e trabalham dez, doze ou dezoito horas por dia para não perder o emprego ou status. Segundo alguns, para garantir qualidade de vida, que significa ter uma boa casa e um bom carro, embora quase não fiquem em casa e só usem o carro para dirigirem-se ao trabalho.&lt;br /&gt; Alguns conseguem se aposentar, e pensam que isso é um prêmio pelos seus anos de vida utilitária. Aos poucos, notam que é um castigo, pois o que ganham não dá para sobreviver dignamente e muito menos para viver inteligentemente. A aposentadoria é devorada pela inflação, um fantasma em que a propaganda oficial não acredita, mas que existe.&lt;br /&gt; Euciel não sonha em ficar rico publicando livros de poesia, até porque as editoras só se preocupam com o lucro fácil dos best-sellers e dos livros de auto-ajuda. Quer apenas o direito de pensar, sobreviver e viver em seus pensamentos. Talvez, a única solução para ele ser protegido ou, pelo menos, cadastrado e reconhecido, seja incluir-se no item "espécies em extinção".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-256071020318042445?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/256071020318042445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=256071020318042445' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/256071020318042445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/256071020318042445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2008/05/obsolescncia-ao-alcance-de-todos.html' title='Obsolescência ao alcance de todos'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-4774045769308395510</id><published>2008-05-24T09:05:00.001-03:00</published><updated>2008-05-24T09:05:54.309-03:00</updated><title type='text'>Romualdo e Juliana</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;-“Todo mundo homenageia Juliana na janela...” Pô, tenho que parar de cantar essa isso... Mas onde está essa porcaria? Ela tá sempre comigo, nunca largo, e agora? Ontem, cheguei em casa meio de fogo, meio cansado. Na hora de tirar a camisa deve ter caído por aí. Manhê, você viu os papéis que tavam no meu bolso ontem? Não viu, porcaria... Juliana... Ah não, agora ela é Joly, J-o-l-y... Essa porcaria desse y... E é paroxítona, Joly. Com acento no ó, só que não escreve esse acento... Eu tinha uma cachorra chamada Joli, e era oxítona... Romy e Joly, que frescura... Mas onde fui botar essa papelada... A foto dela, o telefone, meu RG, o diabo... Ah, Juliana, tudo poderia ter sido diferente, você não acha? Mas você virou Joly... O culpado de tudo foi o Roberto Carlos... Mas onde diabo eu pus essa porcaria? Vai ver minha mãe viu essa papelada toda jogada e resolveu arrumar encafuada num cantinho que nem ela sabe mais... Mania de mulher... Tava no meu bolso ontem à noite... “Você precisa estudar, Romy. Você é tão inteligente”... Ela faz faculdade e eu parei no primário... Vai ver que ela tem vergonha de andar comigo... Ela secretária executiva, eu ajudante geral... Fiz um samba pra ela. Ela disse que gostou... Eu sou metido a poeta... Tinha um jeitinho de samba bossa... “Fiz um verso de amor, todo cheio de prosa”... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Ô dia difícil de passar. Romualdo não podia se concentrar no trabalho nem deixar de pensar em Juliana. Os papéis perdidos eram como um amuleto que se carrega junto aos documentos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;O amor de Romualdo e Juliana era bonito, mas não podia dar certo. Que nem a história de Romeu e Julieta. Eram de tribos diferentes. Ela granfininha, ele caipira. Ele participando de passeatas contra ditadura militar. Ela só se preocupava com bailinhos, com luz estroboscópica, com as roupas da moda. Ele nacionalista, de caipira, de Nelson Gonçalves, de Chico Buarque. Ela de Elvis Presley e yê yê yê. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Mesmo assim, ele insistia. “Não quero mais esse negócio de você longe de mim”. E ela: “sou a garota papo firme que o Roberto falou”. Era isso que estragava tudo, Roberto pra cá, Roberto pra lá. Como se o Roberto Carlos fosse coleguinha dela, um rival seu. Aí ela deu de querer ser cantora jovem e adotou o nome de Joly, e o batizou de Romy...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;- Recapitulemos. Eu saí da churrascaria por volta das onze e meia da noite, tomei a lotação, que realmente estava lotada, fui em pé. O cobrador pediu moedas para facilitar o troco, elas estavam no bolsinho da camisa. Lembro-me de ter tirado toda a papelada para tirar as malditas moedas, depois... Estava muito apertado, com certeza não consegui enfiar tudo no bolsinho de novo. É perdi na lotação...&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Paciência... O RG eu tiro uma segunda via, amanhã eu vou na delegacia fazer um BO, o resto era papelada sem importância... A letra do sambinha, que bobagem, a foto dela eu já deveria ter rasgado há muito tempo... Juliana Spacca, você saiu definitivamente da minha vida, não quero mais esse negócio de viver sofrendo assim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-4774045769308395510?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/4774045769308395510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=4774045769308395510' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/4774045769308395510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/4774045769308395510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2008/05/romualdo-e-juliana.html' title='Romualdo e Juliana'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-5324382751619625268</id><published>2008-05-22T10:53:00.001-03:00</published><updated>2008-05-22T10:56:07.096-03:00</updated><title type='text'>Quem fez isso no pé da goiabeira?</title><content type='html'>Incêndio na fazenda do doutor Adauto Aroeira. O casarão totalmente destruído. Dizem que foi explosão num depósito de pólvora que ele mantinha. Segundo ele, para as festas populares que gostava de realizar. Segundo seus inimigos, para armar seus capangas. Numa coisa, todos concordam: o incêndio foi proposital. Adauto Aroeira tinha muitos inimigos.&lt;br /&gt;A polícia investigou minuciosamente cada palmo da fazenda, cada pé de cana e cada rastro de vaca. E descobriram, ao pé de uma goiabeira, excrementos humanos. Exames periciais mostraram que a "obra" era bem anterior à data da explosão, mas nem por isso cessaram os comentários. Quem foi o vilão (ou justiceiro) que além de detonar o casarão ainda fez aquilo no pé da goiabeira? Seriam os sem-terra? Seria o atual prefeito, eleito sem o apoio do poderoso Adauto Aroeira? Seria o ex-prefeito, aliado incondicional dele, para culpar o atual?&lt;br /&gt;O tempo passou e só "aquilo" no pé da goiabeira ainda alimenta os comentários e até alguma matéria no semanário ou na emissora de rádio locais.&lt;br /&gt;Da explosão, quase ninguém mais comenta. Da existência ou não de um depósito de pólvora, e de qual seria sua utilidade, pouco se fala. Todos esqueceram-se também das denúncias e escândalos surgidas pouco antes do evento contra o poderoso Aroeira, que tem um genro deputado governista. Só o objeto esturricado e já inodoro encontrado ao pé da goiabeira é assunto do jornal, da rádio e dos bate-papos nos botecos da cidade.&lt;br /&gt;Essa história parece meio besta, mas ninguém estranha um fato semelhante que vem ocorrendo no planalto central. Uma inexperiente ministra foi acusada de usar indevidamente seu cartão corporativo. Descobriu-se que outros ministros faziam o mesmo, e logo apareceu a idéia de uma CPI. Investiga-se só a gastança do atual presidente ou também do seu antecessor. Ei, apareceu um tal dossiê sobre o governo anterior. Dossiê ou relatório? Esquecida a gastança, a questão agora é saber quem vazou possíveis informações de um possível dossiê sobre possível gastança do ex-presidente. Quem fez aquilo no pé da goiabeira?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-5324382751619625268?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/5324382751619625268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=5324382751619625268' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/5324382751619625268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/5324382751619625268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2008/05/quem-fez-isso-no-p-da-goiabeira.html' title='Quem fez isso no pé da goiabeira?'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-8649714213791550287</id><published>2008-05-20T00:04:00.002-03:00</published><updated>2008-05-20T00:08:29.611-03:00</updated><title type='text'>Rio acima</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Navegando rio acima&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;num barquinho de papel,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;numa aventura cruel,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;cuja esperança me anima,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;eu vou atrás de uma rima&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;que rime com tudo, enfim&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;que existe dentro de mim&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;e nunca será olvidado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu vou atrás do passado&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;da nascente de onde eu vim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como um novo bandeirante,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;de costas para o oceano,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;eu vou seguindo o meu plano,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;meu viver itinerante&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;e nesse buscar constante,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;nessa viagem sem fim,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;quero ser um curumim,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;um molequinho levado,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;que hei de encontrar no passado,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;na nascente de onde eu vim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cansado de modernagem,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;quero voltar às origens&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;para fugir das vertigens,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;para fugir da miragem,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;e nessa louca viagem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;eu quero fugir assim,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;de um presente tão ruim,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;de tanto sonho frustrado&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;e vou atrás do passado&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;da nascente de onde eu vim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nesta viagem de volta&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;quero rever as paisagens&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;que vi na outra passagem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Paisagens talvez já mortas,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;escritas por linhas tortas,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;em garranchos de nanquim,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;começando pelo fim&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;no meu errar acertado&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;eu vou atrás do passado&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;da nascente de onde eu vim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nas margens da minha vida&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;vi tantas flores se abrindo,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;a natureza sorrindo,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;paisagens hoje esquecidas,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;que muita gente duvida&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;até da cor do jasmim,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;do perfume do alecrim&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;e dos campos orvalhados,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;mas vou atrás do passado,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;da nascente de onde eu vim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E mesmo assim, com coragem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;vou levando meu barquinho,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;pois aprendi a ser sozinho&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;e nem olhar para a margem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando sentir as paragens&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;que pairam dentro de mim,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;eu terei chegado enfim&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;ao meu país encantado,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;terei chegado ao passado,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;à nascente de onde eu vim.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-8649714213791550287?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/8649714213791550287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=8649714213791550287' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/8649714213791550287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/8649714213791550287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2008/05/rio-acima.html' title='Rio acima'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-4460988038437888647</id><published>2008-05-20T00:01:00.000-03:00</published><updated>2008-05-20T00:03:35.464-03:00</updated><title type='text'>Foi Melhor Assim</title><content type='html'>Quando te vi no bar, rindo e brincando&lt;br /&gt;entre amigos, estranhos para mim&lt;br /&gt;Me perdi nos teus olhos, fui ficando&lt;br /&gt;sem rumo, sem princípio, meio ou fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual seria o teu nome, a tua idade&lt;br /&gt;que pensarias tu caso soubesses&lt;br /&gt;deste pobre poeta, da ansiedade&lt;br /&gt;dos seus sonhos, desejos, suas preces?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais foi melhor assim&lt;br /&gt;Tu foste embora, eu paguei minha conta, e sem demora&lt;br /&gt;fui pra casa dormir nos braços teus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses seus braços que eu só tive em sonhos&lt;br /&gt;Pensamentos sublimes, bons, risonhos&lt;br /&gt;Eu não te conheci, não houve adeus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-4460988038437888647?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/4460988038437888647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=4460988038437888647' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/4460988038437888647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/4460988038437888647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2008/05/foi-melhor-assim.html' title='Foi Melhor Assim'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-1187872421331211596</id><published>2008-03-21T13:34:00.001-03:00</published><updated>2008-03-21T13:34:23.445-03:00</updated><title type='text'>Ah Renato...</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;- Renato, você foi ingrato, me levou pro mato, me... – Flor Casta riu do versinho saca que aprendeu com a molecada. Não havia motivo para rir, mas ela aprendera que o riso é a única vingança contra os azares da vida. Ria quando seu pai, sem motivo, a espancava. Ria ao ouvir a mãe chorando num cantinho, sem coragem para tomar providência. Riu, cínica, quando ele a deflorou. Riu, nervosa, quando a mãe, num gesto inesperado de coragem, munida de um facão de cozinha, cortou a jugular do amante monstro. Riu, baixinho, quando a polícia a levou, e sorriu triste quando soube que ela suicidou no presídio feminino.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Ah, Renato...!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas o que poderia fazer, chamar a polícia? Mas a polícia não se preocuparia com os problemas de uma mulher como ela. Além disso, nem sabia o nome do cara. Sabe, ele disse chamar-se Renato, mas poderia ser nome falso. Ela também dera o nome de Sônia. Tinha vergonha do nome que recebeu na pia bapismal.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Vai ver que o filho da puta se chama Flor Casto – e riu novamente da própria piada.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas que era lindo, era. Com sua calça de jeans, a camiseta mais a exibir do que a esconder o tórax forte, e aquele sorriso divino. E falava bonito. Parecia um artista de novela. E se era bonito com a roupa, descascado então, vixe! No quarto, enquanto ele se despia, ela olhava extasiada.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E como fazia amor! Ela chegou a lembrar seus tempos de menina boba, quando sonhava com a lua-de-mel, pensou até ter encontrado o homem de sua vida. Após o orgasmo, enquanto se vestiam, chegou a sonhar com uma casinha branca, de janelas vermelhas, em um bairro bem longe dali.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De repente... Renato atirou-se sobre ela, jogou-a de volta à cama, e ela, assustada e sem saber o que estava acontecendo, sentiu um vulto perpassar, ouviu o barulho do criado-mudo sendo derrubado e as portas do quarto batendo. Quando teve coragem de abrir os olhos, notou que o crucifixo que encimava sua cama havia desaparecido. A gaveta do criado-mudo fora arrancada e nem sinal da bolsinha em que guardava as poucas economias, alguma bijuteria e o retrato da mãe.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Ah, Renato...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No quarto, além da cama amarfanhada, do cheiro penetrante de esperma e perfume caro, mais nada.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-1187872421331211596?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/1187872421331211596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=1187872421331211596' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/1187872421331211596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/1187872421331211596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2008/03/ah-renato.html' title='Ah Renato...'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-2089903179073529173</id><published>2008-03-21T13:29:00.001-03:00</published><updated>2008-03-21T13:29:17.035-03:00</updated><title type='text'>Guilherme e Enock</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;- É, Enock, só nós dois aqui – queixava-se Guilherme ao amigo. – Só você me resta. Você é meu único amigo, sempre foi. Desculpe, mas só agora eu percebi.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enock acompanhava  as palavras do amigo, fitando seus olhos doces, sem nada falar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Ah, quantas aventuras eu vivi! Quantas viagens, quantas mulheres, quantos hotéis, dos mais luxuosos aos mais pés-de-chinelo, o que valia era a aventura. E os amigos, as cervejadas, as serenatas? Ah, mas tudo acabou. Todos me abandonaram.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enock apenas encostava a perna no joelho do amigo, solidário com sua dor.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Ainda bem que eu tenho você. Ainda bem que você nunca me abandona. Puxa, porque eu não te conheci antes... Ei, onde você vai?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na rua, uma cadelinha dengosa no cio passava, atraindo atrás de si um séquito de admiradores, entre latidos , ganidos e mordidas. Com uma agilidade surpreendente para seus doze anos, Enock, o cachorro esgueirou pela porta semi-aberta, saltou sobre o portãozinho e foi juntar-se ao fã clube canino.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-2089903179073529173?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/2089903179073529173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=2089903179073529173' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/2089903179073529173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/2089903179073529173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2008/03/guilherme-e-enock.html' title='Guilherme e Enock'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-3999855092697091355</id><published>2007-11-29T10:30:00.000-02:00</published><updated>2007-11-29T10:31:36.507-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sonho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manifesto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='marx'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='justiça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='marxista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comunista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comunismo'/><title type='text'>O sonho acabou. O pesadelo não</title><content type='html'>Eu e a maioria dos jovens da minha geração, que nos considerávamos esclarecidos, éramos marxistas. Creio que a maioria de nós nunca teve saco para ler “O Capital”, mas empolgávamo-nos com o “Manifesto Comunista” e com a obra dos grandes escritores brasileiros e estrangeiros que, em prosa e versos, mostravam a miséria da desigualdade social e acenavam com a grande revolução que vinha da Rússia e já se espalhava pelo mundo.&lt;br /&gt;Acreditávamos que, em breve, toda a humanidade seria comunista, e não haveria pobres nem ricos. Fingimos não acreditar nas mazelas daquele regime, ou achávamos que é um preço que a humanidade teria de pagar para viver uma era de paz e justiça.&lt;br /&gt;O sonho acabou. O comunismo deu com os burros n'água e hoje só existe de forma caricatural. Mas o capitalismo vencedor assimilou todos os seus efeitos mais cruéis, como a perda dos direitos individuais e dos valores humanos e ditadura da produtividade. Para entender isso, não se precisa mais ler os escritores engajados que fizeram a nossa cabeça. Basta ouvir, todas as manhãs, o programa “Mundo Corporativo”, que Max Gehringer apresenta pela rádio CBN, atendendo consulta de jovens em busca de emprego, profissão e carreira. Geralmente, dá dicas de como se sair nas entrevistas.&lt;br /&gt;Os entrevistadores dissecam a alma do candidato. Querem saber se têm namorado ou namorada e, no caso das mulheres, se têm ou se pretendem ter filhos. Perguntam se o cara tem religião, pratica esportes, como gasta suas horas vagas, quais são os sonhos mais secretos, se fumam, bebem, ou têm outros pequenos vícios e manias. Fazem questão também de boa aparência e desembaraço, uma maneira sutil de preconceito social e racial.&lt;br /&gt;Para se conseguir uma boa colocação, não basta ter capacitação profissional, disposição para o trabalho e ser honesto. É obrigado a abdicar do menor traço da própria individualidade e se tornar uma peça da engrenagem. Quem não se enquadra vai engrossar a imensa legião de desempregados a ameaçar uma revolução sem quartel, sem ideologia e sem esperanças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-3999855092697091355?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/3999855092697091355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=3999855092697091355' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/3999855092697091355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/3999855092697091355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2007/11/o-sonho-acabou-o-pesadelo-no.html' title='O sonho acabou. O pesadelo não'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-1827713131081841261</id><published>2007-11-29T09:59:00.000-02:00</published><updated>2007-11-29T10:25:54.727-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='progesso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='modernidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tecnologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='parábola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV digital'/><title type='text'>A modernidade ao alcance dos trouxas</title><content type='html'>Astrovaldo conseguiu uma pechincha: uma bicicleta (que ele chama de bike) Caloi, novinha em folha, reluzente, 21 marchas, com todos os etceteras, por mil reais à vista. Não tinha dinheiro, mas conseguiu emprestado para pagar quando pudesse. Afinal, uma de suas riquezas são os amigos que não fazem discurso de esquerda mas estão sempre dispostos a ajudarem-se mutuamente. &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;Fez bom negócio? Eu garanto que não. Para comprovar minha opinião, dou um pequeno detalhe que só eu sei, pois o personagem é meu: Astrovaldo é paraplégico.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;Entenderam a parábola? É a história da modernidade, que os subdesenvolvidos, os pobres, os ignorantes cultivam com tanto carinho, sem entender que o que é bom para uns, não é bom para outros. Qualquer roupa é ótima, desde que caia bem no corpo de quem a usa. O progresso nos leva à automatização, à substituição de trabalhadores por robôs e outras coisinhas mais.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;Isso é ótimo, por exemplo, para o Japão, onde há escassez de mão de obra e eles são obrigados a importar trabalhadores de outros países. É péssimo para a China, onde abunda a mão-de-obra barata, que é a verdadeira razão do grande poder econômico do país, embora ele se entitule comunista. É o mesmo caso do Brasil, embora os nossos botocudos, embevecidos com o maquinário da modernidade, teimam em fingir que são do primeiro mundo. O resultado está aí, no crescente aumento do desemprego, na mendicândia, no trabalho informal e na bandidagem. Índio não só quer apito, como quer celular, DVD, MP4 e outras modernagens.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;A partir de domingo, entra em funcionamento a TV digital, com imagem mais perfeita e até a promessa de interação, num futuro próximo. Vai ser um barato e nem custará tão caro para a minoria endinheirada. A maioria cada vez mais pobre (apesar da propaganda oficial) terá que optar entre ficar babando, filar o programa dos amigos mais abastados ou sacrificar um pouco o minguado feijão de cada dia para adentrar na modernidade.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;Bem, pelo menos até 2016, as emissoras continuaram transmitindo no sinal analógico. Até lá, gente de pobre ainda tem televisão.  &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-1827713131081841261?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/1827713131081841261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=1827713131081841261' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/1827713131081841261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/1827713131081841261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2007/11/modernidade-ao-alcance-dos-trouxas.html' title='A modernidade ao alcance dos trouxas'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-609728062477745168.post-4623830973594499895</id><published>2007-11-24T23:23:00.000-02:00</published><updated>2007-11-24T23:27:08.509-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='moleque'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bingo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='prosa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='frango'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>O frango assado mais caro do mundo</title><content type='html'>Bissexto da Silva é um perdedor nato. Recebeu esse nome por ter nascido em 29 de fevereiro que, naquele ano, caiu numa sexta-feira. Nasceu prematuro, feinho e mirradinho, e seus pais nem pensaram em batizá-lo. Não acreditaram que ele sobreviveria nem torciam para que isso acontecesse. Também, tinham poucos amigos e não apareceu ninguém para se ofereceu para apadrinhar o esquisitinho. Mas foi se desenvolvendo, embora continuasse feinho, e mostrou que viera para ficar.&lt;br /&gt;Já era taludinho e andava quando dona Faustina, uma velha seca, encrenqueira mas muito religiosa, resolveu fazer esse ato de caridade. Mas o batizado só podia ser na sexta-feira, único dia que ela tinha livre. A data caiu justamente num dia 13 de agosto. Como dona Faustina era solteirona, a dificuldade foi arranjar um padrinho. O único disponível foi Zé Cadorna, um bêbado que vivia nos bancos da praça da capela coçando o dedão do pé esquerdo com o calcanhar do pé direito. Naquela sexta-feira, estava tão borracho que o padre não queria realizar o ato religioso. Mas, a boa madrinha, aos berros e palavrões, convenceu-o. No dia seguinte, Zé Cadorna amanheceu morto no banco da praça. E uma semana depois, deu um troço na velha ela enviou sua alma ao bom Deus.&lt;br /&gt;Assim, o novo cristão foi vivendo com os poucos cuidados dos pais. Dias pares, a mãe lhe batia, o pai vinha em seu socorro, e começava uma briga infernal. Dias ímpares, acontecia exatamente o contrário. O único refúgio do pobre menino era o Lixão da Carniça, onde passava horas sentado, acompanhando o desenho das nuvens e o vôo dos urubus. Aos doze anos, encontrou outro refúgio. Passava os dias perambulando pela Currutela da Jacutinga, povoado próximo ao sítio dos pais. Ajudava as donas de casa na feira, varria o bar do seu Pereira, e fazia limpeza na capela. Algumas vezes ganhava algum trocado, outras tinha que se contentar com uns cascudos. É que o coitado era desajeitado. Deixava cair a sacola da feita, espalhando arroz e batata pela rua, e quebrava copos e garrafas no boteco. Uma vez derrubou, com o cabo da vassoura, a imagem grande da padroeira do local, que se espatifou no chão da capela. Depois dessa, passou uma semana escondido no Lixão da Carniça rezando fervorosamente com medo do castigo de Deus e do corpulento padre Romano. Uma de suas manias era comprar bugigangas com o pouco dinheiro que recebia. Era freguês preferencial dos marreteiros que de vez em quando baixavam no vilarejo. Certa vez comprou, por cinco reais, um relógio sem mecanismo, que ostentava orgulhosamente no pulso. Quando alguém lhe perguntava a hora, ficava alguns segundos olhando o bobo, e fazia cara de mais bobo ainda: “Ué, meu relógio parou!” Mas para que diabo ele precisava saber as horas?&lt;br /&gt;Gostava de freqüentar as quermesses da igreja. Quando tinha leilão, se aproximava do palanque e dava o primeiro lance. Depois deixava o pregão correr, e todos sabiam que não tinha dinheiro. Para o vilarejo, ele fazia parte do folclore.&lt;br /&gt;A única pessoa que o tratava com brandura era dona Leocádia, considerada a mulher mais rica do lugar. Era casada com um ferroviário aposentado, tinha uma boa casa no largo da capela e cuidava muito bem do seu jardim. Dava esmolas à igreja, atendia todos os pobres que batessem em sua casa, e sempre dava pequenos serviços ao Bissexto, pagando-o bem mesmo quando o serviço era mal feito.&lt;br /&gt;Naquele sábado, seu marido fizera uma pequena reforma na casa e ela encarregou o menino de jogar os entulhos na beira da rodovia. Ele levou o dia inteiro para essa tarefa, deixou cair muita sujeira pelo caminho e acabou quebrando o carrinho de mão que ela lhe emprestara. Mas recebeu a generosa paga de 50 reais.&lt;br /&gt;À noite, orgulhoso e feliz, vestiu seu único terno, que fora de um filho de dona Leocádia quando criança, lustrou com casca de banana seu único par de sapatos, também presente da boa senhora, e foi para a quermesse. Se arregalou de tomar quentão, se empanturrou de comer pastel, e ainda comprou um ramalhete de flores, que ofereceu, garboso, a Josefina, menina bonitinha do pedaço. Ela se limitou a agradecer com um seco “obrigado”. Na hora do leilão, ainda tinha 29 reais. A primeira prenda oferecida foi um frango assado, enrolado com papel celofane em um prato de papelão e com um pouco de farinha. Como de costume, o menino deu o primeiro lance: três reais. Outro ofereceu cinco, e ele retrucou por sete. Dessa vez, parecia disposto a ir até o fim, e isso chamou a atenção das pessoas que estavam acostumadas com sua presença na brincadeira. Logo, o franguinho estava em vinte reais, o que chamou ainda mais a atenção do povão. Agora só estavam na disputa o Bissexto e o Tonico, filho do vereador do local, que gostava de aparecer e não tinha dó do dinheiro do pai. Tonico ofereceu 21 e Bissexto 25. Tonico ofereceu 26, e Bissexto berrou 27. Já desanimado, o filho do vereador ofereceu 28, o último dinheiro que lhe restava. Com a voz quase sumida, o moleque deu seu último e heróico lance: 29. Depois de muitos outros pregões e muito suspense, veio o tradicional “dou-lhe uma... dou-lhe duas... dou-lhe... três!!!”&lt;br /&gt;– Este apetitoso prato vai para o nosso amiguinho! – berrou o leiloeiro, preparando-se para entregar o troféu ao menino pobre. Feliz, vitorioso pela primeira vez na vida, ele enfiou a mão no bolso do paletó e... ó surpresa! O bolso estava virado no avesso e nem sinal do dinheiro.&lt;br /&gt;Até aquela data, os jacutinguenses orgulhavam-se de nunca ter acontecido o mais insignificante caso de furto no seu pequeno mas decente povoado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/609728062477745168-4623830973594499895?l=castelohanssen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castelohanssen.blogspot.com/feeds/4623830973594499895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=609728062477745168&amp;postID=4623830973594499895' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/4623830973594499895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/609728062477745168/posts/default/4623830973594499895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castelohanssen.blogspot.com/2007/11/o-frango-assado-mais-caro-do-mundo.html' title='O frango assado mais caro do mundo'/><author><name>Hanssen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
